Amanhã (1/10) é comemorado o Dia Internacional da Terceira Idade, e diversas entidades aproveitam para chamar a atenção para os cuidados com a saúde, alertando para a prevenção e tratamentos das doenças mais prevalentes nesta fase da vida, como as relacionadas à coluna vertebral. De acordo com recente levantamento do IBGE, a população de idosos (acima de 65 anos) irá quadruplicar no Brasil até o ano de 2060, o que reforça a necessidade de atenção ás práticas preventivas e de atendimento especializado de doenças relacionadas ao envelhecimento natural, que tendem a crescer com o aumento da expectativa de vida e gerar crises diversas à população e à Previdência Social.

 

Dentro dos diversos processos degenerativos a que estamos sujeitos com o envelhecimento, a coluna tem papel de destaque, interferindo de forma importante nas nossas atividades funcionais. Artrite, artrose, osteoporose, espondilolistese, mielopatia cervical e osteófitos (bicos de papagaios) são algumas das doenças mais prevalentes, mas que podem ser evitadas ou adiadas com a prática de bons hábitos. Além de comer alimentos saudáveis, manter o peso compatível com a estrutura corporal e ter uma rotina de exercícios, é importante ter atenção especial ás atividades posturais – tanto para evitar sobrecargas e vícios errados de postura, como promover o seu fortalecimento.

 

Fazer check up para aferição de densitometria óssea e a reposição de cálcio é especialmente importante nesta fase. Da mesma forma, atividades de alongamento e musculação são importantes para garantir a flexibilidade, força e boa sustentação da coluna. Para os casos em que a doença já se instalou e todas as terapias medicamentosas e de apoio físico já foram utilizadas, sem sucesso, ainda é possível a indicação da cirurgia, que não tem restrição de idade.

 

Considerando a evolução dos procedimentos operatórios, cada vez menos invasivos e com recuperação mais rápida, são avaliados o custo-benefícios da cirurgia diante da funcionalidade que terá frente ao quadro atual do paciente.

Ponto de vista de Alexandre Elias é chefe do setor de cirurgia da coluna vertebral no Departamento de Neurocirurgia da unifesp

Secom/CPP