
O Movimento Unificado dos Servidores Públicos de São Paulo, sob orientação da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de SP (FESSP-ESP), lançou uma nota contrária à PEC 241, que congela investimentos federais por 20 anos e deve ser votada em segundo turno na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25). Segundo a nota, a proposta de emenda à Constituição é um conjunto de medidas que atacam todos os trabalhadores, públicos e privados, e a população em geral.
O manifesto reforça que serviços públicos já são caóticos por falta de recursos e má gestão, o que tende a piorar com o congelamento de investimentos em áreas como educação e saúde. A posição contrária tem fundamento claro: a PEC 241 tira dos pobres para dar aos ricos.
Confira os ataques destacados na Nota:
– Trabalhador fica proibido de receber aumento ou reajuste salarial;
– Universidades, escolas, hospitais e postos de saúde ficam proibidos de contratar professores e médicos;
– Não haverá concurso público no período;
– A população tende a crescer, e os investimentos não acompanharão a tendência;
– Educação pública deve sofrer diminuição de vagas em escolas, creches e número de professores em sala de aula;
– A saúde pública precisará de mais investimentos pelo aumento da população, ou seja, o congelamento deve acarretar falta de médicos, vagas em hospitais e de médicos;
– Segurança pública piorará pela falta de pessoal e equipamentos.
A nota lembra ainda que o governo, na tentativa de aprovar a PEC, omite que o dinheiro obtido com os cortes de gastos será usado para pagamento de juros da dívida pública e que o governo tem interesse de aumentar ainda mais as regalias de políticos e grandes empresários.
