
Se o acesso à educação como um todo vem sido ampliado gradativamente ao longo dos anos, a desigualdade na inclusão à educação entre negros e brancos também tem crescido. De acordo com um levantamento realizado pelo movimento Todos Pela Educação (TPE) e que reúne dados até 2014, as disparidades estão presentes em vários níveis e faixas etárias e aponta uma dificuldade de equilíbrio na área. A longo prazo, os efeitos são ainda mais preocupantes.
A pesquisa mostra que, menos problemática, a Educação Infantil mostra maior atendimento às crianças negras na faixa de 0 a 3 anos, tendo um percentual maior do que as brancas. Dos 4 aos 5 anos, as distâncias são menores, mostrando que a diferença, que antes chegava a 5,7 pontos percentuais, caiu para 3,5.
Os problemas começam na faixa dos 6 aos 14 anos, que corresponde ao Ensino Fundamental. A distância entre os jovens brancos e os negros que concluem esse período até os 16 anos é de 16,5 pontos percentuais. De acordo com os dados, 66,4% dos negros conseguem cumprir essa etapa, contra 82,9% dos brancos.
A partir dessa idade, os números permanecem dispares. No Ensino Médio, no qual se encontra, em média, uma população de 15 a 17 anos, a diferença entre o percentual de adolescentes matriculados é preocupante: 15 pontos percentuais. Ainda nessa faixa etária, nota-se uma parcela que já abandonou a escola em algum momento da vida ou ainda está no Ensino Fundamental, algo que impacta nas taxas de analfabetismo. Se entre os brancos esse percentual fica em 5%, ente negros e pardos ele ultrapassa 11%.
OS IMPACTOS
Além de afetar o desempenho dos estudantes durante a sua vida acadêmica, a longo prazo, as desigualdades encontradas no ensino acabam por se refletir posteriormente no mercado de trabalho e na renda. O estudo mostra que as populações negras e pardas representam 69% das pessoas que se encontram na parcela da sociedade de renda mais baixa do país – um valor que fica em até R$ 414 mensais per capita.
O QUE VOCÊ PENSA DISSO?
A desigualdade entre brancos e negros na educação é um problema histórico que vai além das estatísticas. E você, como enxerga isso?
Informações da Universia Brasil
