
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) aprovou um conjunto de resoluções nas duas últimas semanas de 2016 que, na prática, reduzirão em 3 mil o número de vice-diretores, professores coordenadores e mediadores da rede de Educação em todo o estado. Esses servidores, hoje nestes cargos administrativos, serão reconduzidos para a sala de aula como professores.
A mudança deve suprir parte da perda de docentes dos últimos anos na rede. Conforme o Estado revelou em outubro, São Paulo perdeu 44,5 mil professores da rede estadual desde 2014. Naquele mês Alckmin anunciou a convocação de 20,9 mil professores aprovados em concurso de 2013.
A nova resolução permite que cada escola tenha apenas um professor mediador – antes eram permitidos dois. Já nas unidades que adotam o Programa Escola da Família, que abre o colégio aos finais de semana para a comunidade do entorno (cerca de 2,2 mil das 5,1 mil escolas do Estado), o cargo do mediador deixará de existir e suas atribuições serão cumpridas pelo vice-diretor.
O mediador é o responsável por adotar práticas de mediação de conflitos no ambiente escolar, orientar pais ou responsáveis sobre o papel da família na educação, analisar fatores de vulnerabilidade e risco a que possa estar exposto o aluno, entre outras ações. A mudança ocorre em meio a um aumento no número de agressões a professores na rede estadual. Conforme o Estado mostrou, houve ao menos 23 episódios por mês em 2016, ante uma média de 15 no ano retrasado.
As novas regras também diminuem o número de professores coordenadores e vice-diretores, que são responsáveis pela orientação e aperfeiçoamento do fazer pedagógico em sala de aula, otimizando práticas docentes, planejando e organização o material didático das salas, além de oferecer alternativas para problemas internos de aprendizagem. O máximo de coordenadores passa a ser dois por escola, somente nos casos de escolas com 16 a 30 classes. Antes, eram permitidos três. Uma das resoluções também amplia o número de classes e períodos necessários para se ter um ou dois vice-diretores.
O governo do Estado defende as mudanças e diz elas impactarão “diretamente o número de efetivos em atuação nas unidades e reforçarão o foco no currículo e na sala de aula”. O Estado diz ainda que as resoluções visam a “manter os investimentos prioritários em educação em meio à maior crise econômica do País”. As mudanças valem, diz o governo, para titulares de cargo em Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Física, Filosofia, Geografia, História, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia.
Para o especialista em Educação da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, a medida pode refletir na redução de custos neste momento de crise econômica, já que a mudança faz com que o governo contrate menos professores temporários. Ele diz que a pasta precisa ser transparente e divulgar um balanço das ações desses cargos administrativos, para que se saiba o que pode mudar.
“De um lado há necessidade de que se tenha mais professores contratados por concurso em sala de aula. Não é uma medida ruim em si, portanto. Mas por que estão tirando esses profissionais desses cargos? Por que não funcionavam ou não exerciam o papel que lhes foi passado? O governo está, em tese, tentando resolver um problema criando outro”.
Fonte: “O Estado de São Paulo”

Eu concordo pq tem mesmo muita gente parada, mamando no Governo, não faz nada dentro das unidades escolares, só enrolam e não resolvem nada, Os coordenadores não têm autonomia, poderes pra resolver Nada dentro das UEs, e nem são preparados para o cargo, muitos nem sabem quais são suas atribuições na função! É triste!!
Parabéns Governador pela Resolução. Pois assim, fará presente a pessoa responsável peça escola, ou seja O Diretor da UE.
ORÇAMENTO CONJUNTO EM INVESTIMENTOS DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO/2017/SP: MENOS DE R$600.000.000,00. ORÇAMENTO DO DER/SP ( DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM): CR$5.000.000.000,00. SIM…AS ESTRADAS NÃO PRIVATIZADAS PRECISAM DE MANUTENÇÕES E ÀS VEZES DE AMPLIAÇÕES: PORÉM, NUNCA CAIA NA ARMADILHA ALARDEADA QUE A EDUCAÇÃO E SAÚDE SÃO PRIORIDADES. A GRANDE FATIA DE INVESTIMENTOS DO ESTADO DE SÃO PAULO PERTENCEM AO DER E ÀS AUTARQUIAS PÚBLICAS: SABESP E METRÔ/CPTM. ESSAS SÃO AS PRINCIPAIS FONTES QUE FINANCIAM OS PROPINODUTOS E OS CARTÉIS….COM SUAS PROPINAS, PREÇOS SUPERFATURADOS, FORMANDO UMA REDE DE “NEGOCIATAS ESCUSAS”
( SEM QUERER SER REDUNDANTE). LEMBREMOS QUE AS GRANDES RODOVIAS PAULISTAS ESTÃO PRIVATIZADAS E RENDEM UMA FORTUNA PARA “OS PARCEIROS” – GERALMENTE GENTE GRANDE LIGADA AO GOVERNO.
Parabens Governador pela resolucao .Pois tem Diretor que nao aparece na escola tambem tem coordenador que quando nos pedimos ajuda ou da sugestao diz que nao da tempo nao entendi a resposta pois nao querem problemas para eles ficam de folga em sua sala sem fazer nada abuso do dinheiro publico