Salário de professor, porém, segue congelado há três anos                                                   


A receita do estado de São Paulo por categoria econômica tem apresentado crescimento desde 2012. De acordo com dados públicos relacionados às Leis Orçamentárias Anuais do governo, da Secretaria de Planejamento e Gestão, houve evolução de 34% de 2012 para 2016, saltando de R$ 154,5 bilhões para R$ 207 bilhões, respectivamente. A arrecadação com impostos, por exemplo, cresceu de R$ 117,9 bilhões, em 2012, para R$ 147,4 bilhões, em 2016.
 

Com relação à despesa do estado por órgão, considerando a Secretaria da Educação, o crescimento também é perceptível no período. Em 2012, foram destinados R$ 22,3 bilhões à pasta; em 2016, o valor subiu para R$ 28,4 bilhões, crescimento de 27%. Apesar disso, o salário dos professores da rede pública estadual paulista permanece congelado desde 2015. O último reajuste ocorreu em 2014, sob política de parcelamento do governador Geraldo Alckmin.


Em 1º de março, data-base da categoria, completaram-se três anos em que os profissionais do magistério não receberam sequer a reposição inflacionária do período. Em reuniões com as entidades de classe, tanto o governador Geraldo Alckmin quanto o secretário José Renato Nalini justificaram a situação pela crise econômica do País. Os números, entretanto, apontam para orçamento equilibrado. No final de janeiro, inclusive, o governo anunciou fechamento de 2016 com superávit de R$ 1,5 bilhão.
 

Segundo o governo, o resultado com superávit primário nas contas do estado é resultado de um ajuste fiscal implementado em 1997 e da gestão prudente dos recursos públicos, para estabilidade financeira e pagamentos em dia. Em dezembro, a Fazenda depositou R$ 2,2 bilhões referentes à segunda parcela do 13º salário para alguns servidores, Polícia Militar e autarquias. Reajuste de professor, porém, não entrou nas prioridades.