
Iniciativa articulada pelo CPP-Limeira em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura trouxe um esclarecedor bate-papo
O CPP – Regional de Limeira, em parceria e correalização com a Secretaria Municipal da Cultura organizou neste último sábado (25), no Palacete Levy, em Limeira, o bate-papo “Como Escrever Um Livro?”, que foi ministrado pelo jornalista e escritor Juliano Schiavo. A diretora do CPP, Prof.ª Dora Arcaro e José Farid Zaine (secretário municipal da Cultura), deram os cumprimentos iniciais e passaram a palavra a Juliano que, também por meio de slides, explanou a respeito do tema e também trouxe informações e dicas interessantes quanto ao trabalho que deve ser realizado no que tange a publicação de livros.
Schiavo nas primeiras afirmações destacou que é necessário perder o medo de escrever e ainda não ter receio ou timidez de expor o texto às pessoas. Bloqueios criativos podem acontecer e, nessas situações, é sempre interessante o autor buscar algo que lhe dê inspirações e motivações e, uma dica prática, mas que faz diferença: sempre anotar ideias, ter algo em mãos a todo o momento e registrar o que pode vir a se tornar um bom conteúdo. “É importante estabelecer metas de escrita, como por exemplo, escrever uma página por dia, ou em duas, enfim. A meta impulsiona a caminhar”, orientou o escritor. Outro ponto levantado foi com relação ao hábito da leitura, pois qualquer livro, por menor que possa ter sido o destaque que a publicação teve no mercado, abre caminhos e também existe o fato de que grandes autores podem se tornar referências e balizam a leitura.
O jornalista ainda abordou a questão do escritor sempre prestar atenção nas correções e, com isso, elevar o nível do texto. “Sempre tenha senso crítico com você mesmo. Temos, na maioria das vezes, a falsa ideia de que absolutamente tudo o que escrevemos é bom e isso pode nos atrapalhar quanto a algumas correções”, declarou Schiavo. A tarefa de revisar o texto, ler, reler e identificar possíveis conteúdos desnecessários, também é algo primordial a ser feito no processo de produção de um livro. Juliano Schiavo ainda falou sobre o importante ato de investir um valor financeiro para obter o cuidado de um revisor. “Por mais que tenhamos lido e relido todo o material, é bom pagarmos um revisor para também fazer este trabalho e localizar falhas. É chato encontrarmos, depois de publicado o trabalho, alguns erros”, afirmou o escritor.
Ao final das explanações, questões burocráticas e também de ordens técnicas foram mencionadas, como por exemplo: ficha catalográfica; ISBN (International Standard Book Number) que é um sistema internacional padronizado que tem como foco identificar numericamente obras literárias de acordo com o título, o autor, o país, a editora e individualizando-os por edição; código de barras; ilustrador; prefácio, orelha e quarta capa e diagramação.
Igualmente foi exposto sobre a importância de registrar na Biblioteca Nacional e, posteriormente, procurar uma editora ou publicar de forma independente, o que pode ser feito também por meio e órgãos públicos. “As grandes editoras, na maioria dos casos, se interessam por projetos de pessoas muito conhecidas, que têm um nome popular perante o grande público, porém há como buscar a publicação da obra por meios independentes”, observou o jornalista que lançou recentemente “O Balanço Vazio” que foi publicado de modo independente e financiado pelo Fundo de Cultura de Americana com distribuição gratuita, inclusive, após o bate-papo, o escritor distribuiu exemplares do livro e o cantor Elton Fontanin fez uma curta apresentação.
