Exposição recria cenário da prestigiada série infantojuvenil da TV brasileira, incluindo área externa com torre de 15m de altura

O cenário do castelo mais famoso da televisão brasileira compõe uma produção cultural que deve movimentar a cidade de São Paulo pelos próximos três meses. “Rá-Tim-Bum, o Castelo”, exposição que reproduz com fidelidade o seriado da década de 90, será aberta ao público hoje, às 19h, no Memorial da América Latina. A réplica do castelo tem fachada completa, torre de 15 metros de altura, 700 m² de área construída e 22 ambientes idênticos aos originais.

Exibido pela TV Cultura de 1994 a 1997, Castelo Rá-Tim-Bum tornou-se referência de programa infantil. Ganhou prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 1994 e virou filme em 1999. A influência pedagógica da série é apontada como base do sucesso. 

Na trama, diversas são as apresentações didáticas que compreendem elementos de qualquer currículo da educação básica fundamental. Quadros de matemática, língua portuguesa, ciências, geografia, higiene, artes, curiosidades, valores humanos, entre outros, reforçam o conteúdo do ambiente escolar de forma lúdica. Os episódios, atualmente disponíveis no canal do seriado no YouTube, ensinam frações matemáticas simples (somar, subtrair, multiplicar e dividir), assim como estimulam contato com grandes nomes da literatura nacional, por meio de leitura de poemas de Cecília Meirelles, por exemplo. 

O apelo educativo do programa, aliás, está em todos os detalhes. A arquitetura da maquete do castelo, que vai tomando forma já na abertura de cada capítulo na TV, foi inspirada no estilo modernista do arquiteto catalão Antoni Gaudí, que projetou a Basílica da Sagrada Família, em Barcelona.
 
De acordo com o presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, produções educativas são fundamentais para a formação cidadã. Ele pondera, entretanto, que a TV brasileira carece de novidades do gênero. “O último programa infantojuvenil foi feito pela Globo, em 2000, o Sítio do Pica Pau Amarelo. Além de elaboração cara, programas educativos têm comercialização difícil. Por isso a necessidade de resgatar o que é bom, até para aguçar o gosto de quero mais.”
 

Os 22 cenários internos reproduzem personagens digitais, do Nino ao Etevaldo, roteiros utilizados nas gravações, vestuário original, maquete, cópias fidedignas de objetos, fotografias do elenco e até cartas de fãs. Um convite aos encantos da imaginação.
 

Irineu Ferraz, presidente do Memorial, espera que o castelo atraia paulistanos e visitantes de outras cidades, não apenas do interior paulista, mas do Brasil. E de todas as idades. “É uma megaprodução relativa a um desenho de sucesso, ou seja, mexe com o imaginário das pessoas. Os adultos na faixa dos 30 anos geralmente conhecem bem porque cresceram assistindo à série, sendo facilmente atraídos. Mas o cenário mágico, que começa ao poder entrar de verdade no castelo, é especial para qualquer criança.”

A visitação é paga, mas professores da rede pública e estudantes têm direito à meia-entrada (R$ 10). Em funcionamento de terça a sexta-feira, das 9h às 20h, e até as 22h aos sábados, domingos e feriados. 
Klift, Kloft, Still. A porta se abriu – no Memorial.

O projeto conta com parceria da TV Cultura, mantida pela Fundação Padre Anchieta, e da Caselúdico, empresa responsável pela cenografia. 

Confira mais imagens da exposição.

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Serviço

Rá-Tim-Bum, o Castelo.

Memorial da América Latina – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo/SP.

Das 9h às 20h, de terça a sexta-feira, e das 9h às 22h, aos sábados, domingos e feriados.

Ingresso: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia-entrada). Têm direito à meia-entrada professores das redes públicas, estudantes, crianças de 4 a 12 anos, idosos a partir de 60 anos e pessoas com deficiência. Bilhetes à venda no Memorial e pela internet (clique aqui).