No Dia Mundial da Água, celebrado anualmente em 22 de março, não podemos deixar de falar do fatídico momento que São Paulo e alguns municípios da Região Sudeste vivem: a crise hídrica. O ano virou e a falta d’água continua. Engana-se quem acredita que as fortes chuvas deste início do ano irão resolver o problema, pois a questão é muito mais complexa: temos alta demanda por água – e a tendência é sempre aumentar – contra baixa oferta de chuva. Além disso, outros problemas como falta de planejamento adequado para o uso do recurso e o desperdício não permitem que se dê um prazo para a crise chegar ao fim.

 

Em São Paulo, cerca de 30% da água tratada é perdida antes de chegar à torneira. A partir daí já temos uma dimensão da quantidade de água que “vai pelos canos”, literalmente. Frente à escassez, a alternativa de muitos paulistas vem sendo o uso de poços, caminhões-pipa e galões de água. Entretanto, o uso de água de fontes não seguras pode acarretar em outros problemas de saúde pública, como doenças decorrentes de contaminação.

 

No sentido de prevenir esses riscos, existem soluções práticas no mercado que ajudam a população: são bacterícidas utilizado nas residências para desinfecção da água para consumo humano, alimentos e lactários (utensílios do bebê). O outro produto é um kit para análise da potabilidade da água que o consumidor utiliza no seu dia a dia. Embora o aumento gradual dos sistemas de abastecimento esteja nos dando uma luz no fim do túnel, a crise hídrica, sem dúvida, nos deixa um legado (leia-se uma esperança): formar uma geração mais consciente.

 

Sempre ouvimos que a água iria acabar, mas como nunca fomos afetados, continuamos utilizando-a como se fosse um recurso infinito. Contudo, a nova geração sentiu na pele as consequências da falta d’água e isso pode ter sido o insight necessário para um consumo mais responsável. Temos que ficar atentos para esse recado.

Por Rodrigo Felisoni, é diretor da Saggio do Brasil

Secom/CPP