O córrego Caboré, que fica próximo à instituição, foi o ponto de partida para quatro turmas do 6º ano e três do 7º ano do Ensino Fundamental descobrirem de onde vem e para onde vai a água que abastece suas casas, o esgoto e o lixo e os impactos causados pelo homem na natureza.

Desde março de 2016, mais de 190 alunos das turmas do 6º e do 7º ano do Ensino Fundamental do Colégio Dumont Villares, em São Paulo, estão envolvidos em um projeto de pesquisa e aprendizado de situações relacionadas ao saneamento básico. A atividade, baseada no projeto colaborativo “O Básico do Saneamento”, do Educacional, terminará em novembro, quando será apresentada uma fotonovela com todo o material compilado. O Educacional é um conjunto de soluções para a sala de aula desenvolvido pela Positivo Informática Tecnologia Educacional.
 

“Quando desenvolvemos o projeto, queríamos que nossos alunos atravessassem o muro da escola, vissem os impactos causados pelo homem na natureza e conhecessem quais são os problemas do nosso bairro. Desde o início, tem sido um desafio de conscientização sobre a importância do descarte correto do esgoto e do lixo. Com atitude e consciência acreditamos que é possível ajudar o nosso planeta”, afirma Juliano Vinas, coordenador de Ciências do Colégio Guilherme Dumont Villares.
 

O projeto começou com uma pesquisa feita pelos alunos com seus pais para coletar dados sobre a água que abastece suas casas e sobre o descarte correto de lixo. Depois, os estudantes foram ao córrego Caboré, que fica nas proximidades do Colégio, para observar e fotografar o grande volume de lixo deixado nas margens, sentir o mau cheiro e avaliar a condição do fundo do córrego. “Os alunos recolheram amostras, realizaram testes no laboratório do colégio e concluíram que a água é bastante poluída”, completa Vinas.
 

Para conscientizar a comunidade sobre a importância do descarte correto de lixo, os alunos customizaram a barraca da pesca da Festa Junina e, ao invés de peixes, os participantes precisavam “pescar” o lixo do córrego fictício. “Os alunos continuam envolvidos em várias ações do projeto e temos certeza de que muito material ainda será coletado e que a fotonovela será um sucesso”, finaliza o coordenador.