Foto: arquivo Câmara Municipal de SP

Parlamentar elabora abaixo-assinado para barrar o retorno das aulas presenciais

O vereador de São Paulo Celso Giannazi (PSOL) apresentou o projeto PL 03/2021, pedindo a suspensão das aulas presenciais na rede municipal de ensino até que seja viabilizada a vacinação contra a Covid-19 para todos os servidores da Educação e para a comunidade escolar. “É necessário levar em conta que as crianças são, em sua maioria, assintomáticas, o que faz delas vetores dos vírus”, diz o texto.

Em meio a um grande aumento do número de internações, casos e mortes pela covid-19, Doria e Covas querem obrigar o retorno de todas as aulas presenciais de maneira autoritária no dia 1º de fevereiro. O prefeito Bruno Covas ainda determinou o retorno presencial das aulas de reforço no dia 11 de janeiro. Entretanto, durante todos esses meses de pandemia, não houve reformas e adequações nas escolas, não houve chamada dos concursados para suprir o déficit de professores e quadro de apoio, não foram contratados funcionários da limpeza e merenda, nem foram disponibilizados equipamentos de proteção para garantir a segurança de todos.

Além disso, o retorno presencial das aulas pode impulsionar a contaminação em todo o estado. Para quem ainda duvida do impacto que a reabertura das escolas pode gerar, um relatório do sistema público de saúde do Reino Unido revelou que o ambiente escolar foi o segundo maior responsável pelos novos surtos da covid-19 (26,6%) superando fábricas, escritórios e hospitais.

Ou seja, sem a vacina não existe nenhuma forma de garantir que o retorno será seguro para toda a comunidade escolar. Vacinação é estratégia coletiva. Por isso, é fundamental que todo os profissionais da Educação tenham prioridade no plano de vacinação para garantir um retorno minimamente seguro o mais rápido possível.

“Tendo em vista os graves riscos a toda a comunidade escolar e a possibilidade de aumento dos casos em toda a cidade, temos que agir”, diz o vereador. Ele e o deputado Carlos Giannazi acionaram o Ministério Público contra o retorno das aulas presenciais e do reforço presencial no dia 11 de janeiro. Celso Giannazi oficiou às Secretarias de Educação e Saúde e apresentou o PL 03/2021, que autoriza a Prefeitura a suspender as aulas presenciais na Rede Municipal de Ensino até a realização da vacinação contra o coronavírus de todo o quadro dos profissionais da Educação da rede direta e parceira.

POSIÇÃO CPP

Contrário ao retorno das aulas presenciais até que tenha vacinação, o Centro do Professorado Paulista mantém a proposta dos professores e funcionários em teletrabalho, não  comparecendo às escolas; caso haja imposição da Secretaria da Educação (Seduc) para atividades presenciais no primeiro semestre, a paralisação será geral, suspendendo todas as atividades.

Desde o início da pandemia, as entidades cobram diálogo com o governo para encaminhamentos sobre o retorno das aulas. O CPP enviou diversos ofícios à Seduc solicitando audiência com o secretário Rossieli Soares, que não respondeu a nenhum pedido. O CPP apoia o abaixo-assinado contra o retorno das aulas sem segurança sanitária e apoia o PL 03/2021 do vereador Celso Giannazi, para que o retorno só aconteça com a vacinação de toda a comunidade escolar.

Assine o abaixo-assinado e ajude a barrar o retorno presencial!

 

Informações da assessoria do vereador e da Folha de São Paulo