Dados da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo apontam que o número de atendimentos mensais a alunos internados passou de 250, em 2009, para a média de 700 no ano passado. Em todo o Estado, há 64 salas hospitalares – 35 delas na capital.

O serviço pode ser solicitado pelos hospitais, públicos ou privados, que receberão atendimento de professores da rede estadual. Para ter aulas, o paciente deverá estar internado há pelo menos 15 dias. Os professores entram em contato com a escola de origem do estudante para obter a agenda de atividades e, de maneira adaptada, auxiliam na continuidade da rotina de estudos, podendo até aplicar avaliações.

As aulas, que seguem o calendário das escolas e têm início em fevereiro, ocorrem durante a semana e buscam acompanhar o currículo do estudante a partir do momento em que ele deixou de ir à sala regular. Geralmente há mais de um aluno por vez. O desempenho dos alunos ao longo dos cursos é sempre registrado e documentado, para que mais tarde seja enviado à escola onde o estudante está matriculado. O resultado obtido nas aulas conta como avaliação para que o adolescente seja aprovado ou não. Desta forma, um paciente que fique internado por muitos meses não perderá o ano letivo.

Para aprimorar o trabalho de professores e gestores responsáveis pelas aulas nos hospitais, a SEE elaborou uma cartilha, intitulada de “Atendimento Educacional em Ambiente Hospitalar”. Distribuído a todas as 91 Diretorias Regionais de Ensino, o material reúne orientações para a abertura, funcionamento e conteúdo programático das classes hospitalares que podem funcionar em unidades de saúde públicas e privadas.

A cartilha conta com a supervisão de profissionais da saúde e de especialistas, como da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para que o resultado do atendimento seja adequado, os professores avaliam o conhecimento dos estudantes e começam o trabalho a partir desse resultado. Programas da rede estadual, como o Ler e Escrever e o São Paulo Faz Escola, servem de orientação pedagógica. Provas e avaliações também podem ser aplicadas pela equipe.

 

Secom/CPP