
Trabalhei mais de 40 anos no sistema educacional de São Paulo. Fui professor primário, depois denominado PEB-I. Atuei como PB-II. Assistente de Diretor de Escola, Diretor de Escola e Supervisor de Ensino. Depois de tanto tempo atuando em sala de aula e na parte administrativa, me aposentei em 2005.
Hoje, continuo minha ligação com o sistema educacional integrando o Centro do Professorado Paulista como Diretor da Sede Regional de Tupã e também como primeiro vice-presidente estadual. Pensei que depois de tanto tempo nada mais me surpreenderia na Educação paulista. Ledo engano.
O Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seguindo os infelizes passos de João Doria continuou na Educação seguindo as mesmas diretrizes do governador que o antecedeu. Foi buscar no Estado do Paraná, Renato Feder, como se em São Paulo não houvesse educadores com o escopo necessário para conduzir a educação paulista.
E as atitudes deste senhor aos poucos vão mostrando como não se deve dirigir um sistema educacional. Suas atitudes mostram o verdadeiro desrespeito para aqueles que com todas as dificuldades que o sistema apresenta, seja na questão salarial ou nas condições de trabalho, quer jogar o seu fracasso nas costas de quem efetivamente se dedica a educação, não nos gabinetes com ar-condicionado, como o que o recebe todo dia, e sim nas salas de aula com número, às vezes, excessivo de alunos.
Ao lado de atitudes desrespeitosas, como o afastamento de profissionais do seu trabalho cotidiano, vem ainda propondo a avaliação dos professores pelos alunos e assim por diante. Acredito que nesse mesmo naipe os professores de São Paulo e os funcionários de escola devem também avaliar o senhor Secretário da Educação, assim como a comunidade que tem na escola a possibilidade de uma melhor qualidade de vida.
*Silvio dos Santos Martins é primeiro vice-presidente do CPP e diretor da sede regional de Tupã
