Leila Ofélia

O Coral Mestras Cantoras, composto por 26 professoras associadas, apresentou-se na Escola Municipal Arnolfo Azevedo, em Cruzeiro. O evento festivo, realizado em 21 de julho, comemorou dois anos de atividade da Academia Cruzeirense de Letras e Artes (ACLA) e a Revolução Constitucionalista de 1932.
 

A cerimônia foi iniciada com o tradicional Tiro de Guerra de Cruzeiro, sob comando do subtenente Fábio Navarro, que coordenou a entrada dos atiradores conduzindo as bandeiras do Brasil, de São Paulo, de Cruzeiro e da ACLA. Estiveram presentes o presidente da ACLA, Eduardo César Werneck, acadêmicos, soldados, o prefeito, Thales Gabriel Fonseca, o vice-prefeito Davi Mota Costa, a supervisora de ensino Maria Aparecida Almeida Ribeiro de Faria, a diretora da escola, Maria José da Silva Tadaco, o diretor regional do CPP, José Dulcídio de Oliveira, e a presidente da entidade em exercício, Loretana Paolieri Pancera.
 

O presidente da ACLA fez homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, mencionando a importância do papel que Academia representa, o que considera “sonho realizado”. Na sequência, empossou a acadêmica e professora Elza Francisco, que passou a ocupar a cadeira “Alberto Gaspar”, falecido recentemente.
 

O coral “Mestras Cantoras” cantou a música “Serra da Mantiqueira”, gravada pelo Gastão Formenti um mês após o fim da Revolução Constitucionalista de 1932 e sucesso na época, como canto pacifista e apartidário. A professora Loretana Paolieri Pancera, que fez parte da mesa, disse que apesar de ser menina, lembra que ao todo foram quase três meses de conflito, de 9 de julho ao primeiros dias de outubro. “Morreram muitos brasileiros na curta guerra civil”, disse.
 

Ao final do evento o prefeito Thales Gabriel entregou o Decreto nº 85/2018, que declara hóspedes oficiais do município os professores José Maria Cancelliero – presidente do CPP; Loretana Paolieri Pancera – 1ª vice-presidente e coordenadora do Coral “Mestras Cantoras”; o maestro Ricardo Rosseto Miele; e as coralistas.