
O Centro do Professorado Paulista celebra seus 96 anos de luta pelo magistério paulista em 2026.
Mas como não lembrar da relevância da entidade de quase um século na luta por conquistas que beneficiam os professores que estão no chão de sala e também aqueles que já se aposentaram.
Além do forte trabalho jurídico feito pelo CPP, a representação política da entidade também foi e é fundamental para garantir políticas públicas e leis que garantam a melhoria da educação e das condições de trabalho dos docentes.
Historicamente, a entidade sempre teve líderes importantes ocupando cadeiras no poder legislativo.
Afinal, como não citar o legado histórico do professor Sólon Borges do Reis, presidente do CPP por quatro décadas (1957-1997).
Além de sua longeva liderança na entidade de classe, Sólon foi uma das figuras mais influentes da educação paulista, tendo ocupado cargos de Deputado Estadual, Secretário da Educação do Estado de São Paulo e Deputado Federal.
Sua relevância é tamanha que permitiu ao CPP ocupar um papel histórico na construção do estatuto que rege o magistério paulista.
Outra figura fundamental na história da instituição é Palmiro Mennucci, ex-presidente da entidade, que também levou a voz dos professores para o legislativo durante sua atuação como Deputado Estadual.
Os projetos em que atuou eram voltados para a valorização salarial e sistema previdenciário dos docentes.
Além disso, muitos associados do interior paulista também já participaram de eleições e conseguiram ingressar na política para promover mudanças que beneficiam o magistério.
São docentes que entendem a importância de estar presente nos diversos setores da sociedade para dar voz àqueles que são fundamentais: os professores.
Mas a representação política das lideranças do CPP não se deu apenas em cargos eletivos. Os ex-presidentes José Maria Cancelliero e Loretana Paolieri Pancera , assim como o atual presidente do CPP, Silvio dos Santos Martins, são exemplos de que representar a voz do magistério exige mais que um cargo, exige coragem e voz ativa para cobrar das autoridades os direitos da classe.
