Os sindicatos que representam os professores e funcionários da rede estadual de educação de São Paulo cogitam iniciar uma paralisação da categoria a partir do dia 8 de fevereiro. “Não haverá volta às aulas sem segurança aos profissionais da educação. Pelo direito à vida e pela prioridade dos professores na vacinação”, diz nota enviada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). A associação diz que “sinaliza com a deflagração de uma greve a partir do dia 8”.

O presidente da Afuse (Associação dos Funcionários e Servidores do Estado de São Paulo), João Marcos de Lima, afirmou que irá se reunir com representantes de outras entidades de trabalhadores da área da educação para definir os próximos passos. “As escolas não têm condição de receber ninguém [na pandemia]. Há muitos problemas para serem resolvidos antes”, critica Lima. Ele afirma que a associação irá utilizar os caminhos legais para tentar impedir o reinício das aulas neste momento, já que, segundo ele, não há diálogo aberto com o governo do estado.

O CPP (Centro do Professorado Paulista) também informou que a categoria pode iniciar uma greve caso a decisão pela volta presencial seja mantida e sem que os profissionais da educação sejam vacinados contra a Covid-19.

Fonte: Agora São Paulo