No Dia Mundial da Síndrome de Down, 21 de março, o mundo inteiro dedica-se a ações de conscientização. Nesta data, o Centro do Professorado Paulista também se faz presente com informações.
Segundo o dr. Drauzio Varella, “o preconceito e a discriminação são os piores inimigos dos portadores da síndrome. Cada vez mais, pais, profissionais da saúde e educadores têm lutado contra todas as restrições impostas.”
O Movimento Down, que possui um trabalho bem abrangente acerca da educação dos portadores da síndrome, afirma em seu site: “seguindo os preceitos constitucionais de que toda criança tem direito inalienável à educação, a política na área da educação pública, nos últimos anos, tem sido a inclusão dos estudantes com síndrome de Down e outros tipos de deficiência na rede regular de ensino, com um crescimento significativo do número de matrículas. No entanto, nem sempre esta inclusão se dá de maneira satisfatória. A escola pública brasileira tem que melhorar muito, e acreditamos que a prática inclusiva pode contribuir para alcançarmos uma escola de qualidade para todos.”
O Centro do Professorado Paulista, por meio da Secom – Secretaria de Comunicação do CPP – foi recebido pela presidente do Instituto Chefs Especiais, Simone Berti, que apresentou este bem sucedido exemplo de inclusão.
Os Chefs Especiais – Down Cooking, é um trabalho gastronômico voltado para pessoas com Síndrome de Down. Pioneiro e inovador, visa facilitar autonomia e inserção na vida pessoal e no trabalho. A iniciativa, lançada em 2006 pelo casal paulistano Simone e Márcio Berti, inaugurou sua sede em agosto de 2013 onde novos projetos são desenvolvidos.
“Nossa missão é facilitar a autonomia de pessoas com Síndrome de Down e inseri-los na vida e na sociedade como referência, qualidade e inspiração por meio da gastronomia. Acreditamos e comprovamos que a motivação e estímulo podem transformar um grãozinho de areia num oásis e é essa nossa expectativa. Muitos benefícios são conquistados, como autonomia e valorização. Aqui, o convívio entre iguais tem se mostrado muito importante ao grupo. Autonomia, respeito, auxilio mútuo, o dividir, o despertar do mundo gastronômico faz com que esta turma veja os ingredientes se transformarem em pratos deliciosos que eles mesmos degustam.
Aqui, é o porto seguro deles. O lugar, onde vencem os seus limites. Temos uma aluna que tinha dificuldade em ser alfabetizada em sua escola. Mas tinha facilidade em cozinhar. E começou a fazer as receitas em casa. Logo, a professora daqui teve a sensibilidade de perceber e, por meio da
gastronomia, abriu o caminho para que ela se interessasse em aprender as receitas e não demorou para ser completamente alfabetizada.
Quem tem Down tem consciência de que é diferente. É preciso que haja oportunidade e estímulo não só da escola, mas da família – dentro de casa. Hoje, os portadores da Síndrome de Down sobrevivem aos pais. Vivem cerca de 60 a 70 anos. Vou muito pela minha sensibilidade de mãe. Por isso, creio que o professor tem que ter muita sensibilidade.
O preparo dos profissionais é um grande desafio. Muitas vezes, “o feeling” supera a técnica. Mas, o melhor mesmo, é aliar os dois, técnica e sensibilidade” – explica Simone.
O trabalho dos Chefs Especiais é brilhante. Conheça-o melhor.
Acesse ao site e veja os prêmios conquistados, os parceiros, os consagrados chefs voluntários, e o avanço deste trabalho que já cruzou o oceano e chegou em Portugal, onde utilizam o nome Down-Cooking, desde 2011.
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Secom/CPP
