São Paulo é considerada a maior cidade nordestina do Brasil, por ter em seu contingente populacional uma parcela considerável de nordestinos migrantes. Para brindar essa comunidade, que contribuiu e contribui com o desenvolvimento da capital paulista, é comemorado no dia 8 de outubro o Dia do Nordestino.

 

Para festejar essa importante data, o Centro de Tradições Nordestinas e o Museu da Imigração – duas fortes entidades que contam e preservam a trajetória dessa população na capital – estarão em festa em seus respectivos espaços no próximo final de semana, dias 7 e 8 de outubro, com entrada gratuita.
 

A festa começa no sábado (7) no Museu da Imigração – instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – com o evento “VIVA! Ritmos Nordestinos”.  
 

Ritmos típicos de vários estados do Nordeste brasileiro são a grande atração dessa edição. O palco terá a apresentação do Núcleo Fervo, que promete um verdadeiro arrastão de frevo pernambucano. O maracatu de baque virado vai tomar conta do jardim do Museu com o grupo Bloco de Pedra. O “aulão de forró” vai preparar e aquecer os visitantes para o show do Trio Cultura Brasileira, que apresenta clássicos do forró pé-de-serra.
 

Para completar a festa, os visitantes vão encontrar alguns produtos típicos e poderão participar de uma oficina de cordel e aula de dança. O evento é gratuito e vai funcionar das 13h às 17h.
 

No dia do Nordestino (8), a festança está garantida no principal reduto da comunidade em São Paulo com o evento Somos Todos Nordestinos. O CTN inicia a festa pela manhã em um momento de fé com o show do Padre Marcos Roberto Pires, mais conhecido como o “Padre Elvis”. Com seu carisma e visual que lembra o rei do rock, o padre promete homenagear a fé do povo nordestino.
 

Ao longo da tarde, o tradicional forró pé-de-serra vai tomar conta do salão principal e do palco do CTN com os Trios Terra da Garoa e Cultura Brasileira. Para incendiar o espaço e promover um verdadeiro caldeirão da cultura nordestina, um grande cortejo de sanfoneiros promove aquele arrastão do público com os grandes sucessos do forró.
 

Vai estar presente também a bateria da Escola de Samba da cidade de Santos Sangue Jovem, que em 2018 tem como enredo “Em vida de viajante: A bravura Cabra da Peste na São Paulo de Nóis Tudim”homenageando a presença dos nordestinos em São Paulo.
 

Em seguida, as cores e os passos do frevo colorem o palco do CTN com os músicos e bailarinos da Companhia Trupe Trupé. À noite, o som grave dos tambores do Maracatu vai homenagear toda a herança e sincretismo cultural vindo da região Nordeste.
 

A festa no CTN tem início a partir das 10h e segue até às 22h, com entrada gratuita para o público. Confira a programação:
 

Programação Dia do Nordestino

Sábado – 07 de outubro (Museu da Imigração – VIVA! Ritmos Nordestinos) 

14h – Frevo com Núcleo Fervo

15h – Maracatu com Bloco de Pedra

15h30 – Aulão de Forró

16h – Trio Cultura Brasileira        

15h – Oficina de Cordel

Cordelistas (declamação, venda, exposição das 14h às 17h)      

 

Domingo – 8 de outubro (CTN – Somos Todos Nordestinos)

10h – Missa nordestina com Padre Marcos Roberto Pires           

13h30 – Trio Terra da Garoa       

15h30 – Trio Cultura Brasileira   

16h20 – Apresentação da Escola de Samba Sangue Jovem          

17h – Cortejo de Sanfoneiros    

18h – Apresentação de Frevo   

19h – Cortejo de Maracatu        

20h – Aula show de forró            

Cordelista (declamação, venda, exposição – Das 13h às 17h)

 

Dia do Nordestino

Dia 8 de outubro foi instituído como Dia do Nordestino em São Paulo por meio da Lei 14.952/2009. A data foi escolhida em homenagem ao centenário de nascimento do poeta popular cearense Patativa do Assaré.

A capital paulista é a cidade que abriga, atualmente, o maior número de nordestinos residentes fora de sua região. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), na Grande São Paulo, 82% da população das cidades têm sua origem dos estados do Nordeste e Norte.

A lei também foi um modo de combater o preconceito vivenciado por nordestinos nos diversos âmbitos da sociedade, além de contribuir para o reconhecimento e orgulho da identidade cultural dessa parcela da população.