
Novo diretor da biblioteca usará recursos próprios após fracasso de vaquinha
A Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, irá inaugurar uma sala de literatura infantojuvenil ainda em 2017. O local será pago quase que integralmente pelo novo diretor da instituição, o ex-diretor Charles Cosac. O espaço, que foi batizado de A Flor Amarela em homenagem a um poema infantil homônimo de Cecília Meireles, tem o objetivo de tentar atrair um público pouco presente no dia a dia do local: pais acompanhados de seus filhos, crianças e bebês.
O fundador da Cosac Naify irá doar cerca de R$ 350 mil para concretizar o projeto de reformar uma sala do térreo do prédio e transformá-la no novo ambiente. Antes do aporte, a intenção era financiar o espaço com a ajuda de uma vaquinha da internet, que pedia um total de R$ 150 mil – enquanto cerca de R$ 225 mil sairiam dos cofres da própria biblioteca e da colaboração de parceiros.
O financiamento acaba nesta quarta-feira, 22, após ficar três meses no ar e ter reunido pouco mais de R$ 25 mil. Esse valor será utilizado na reforma. Embora a Mário de Andrade seja sustentada com verba da prefeitura via secretaria de Cultura, Cosac acredita que doar para a campanha não significaria pagar impostos duas vezes. Nem enxerga um exagero no valor pedido. Afirma que vai usar seus contatos para formar o acervo da sala, já que a biblioteca tem poucos livros para crianças. “Quero conversar com donos de editoras para que eles doem exemplares.” Principalmente de literatura contemporânea, diz.
