Neste mês de setembro, o Fantástico da Rede Globo mostrou em um de seus quadros a reação do público diante de um ator, travestido de menino de rua, pedindo às pessoas que comprasse um livro para ele. Os transeuntes reagiram das mais diversas formas, mas a grande maioria se dispôs a atender o pedido do garoto, o que fez com que o quadro do programa dominical tivesse uma forte pitada de emoção.

 

Mas na vida real, há quem se preocupa em oferecer um livro de presente às crianças que não tem como comprar; muitas delas sequer sabem ler, mas isso não importa. E por incrível que parece, surgem ações deste tipo que parte de pessoas ou empresas que sequer tem ligação comercial com a área literária. É o caso da rede de franquias de lavanderias, Lavasecco, fundada em 2005 e que hoje conta com 22 lojas em São Paulo, Pará, Paraná e Santa Catarina.

 

Desde o último dia 1o, a rede iniciou a Doe imaginação, Campanha do Livro Infantil. A ideia é arrecadar livros durante este mês e entregar às crianças carentes perto do Dia das Crianças, em outubro. No ato da doação, a pessoa ganha R$ 5,00 de desconto nos serviços da Lavesecco (www.lavasecco.com.br) e, mais que isso, estará incentivando a formação de novos leitores e resgatando a cidadania de muitos meninos e meninas.  Por meio da leitura – mesmo que a história seja contada para quem ainda não sabe ler, a criança será fomentada a participar do riquíssimo mundo da literatura e da imaginação. Poderá viajar sem sair da sua realidade, formará seu senso crítico e, com certeza, se transformará em um cidadão exemplar. A leitura transforma vidas e ações colocadas em prática no dia a dia, como esta da Lavasecco, só contribui para diminuir o trágico número de 13 milhões de brasileiros que ainda não sabem ler e nem escrever.

Por Gil Campos, opinião em Estação Literária

Secom/CPP