Gestão do tucano diz que ‘valores podem ser revistos e repostos, diante da boa interlocução do governo’
 

Após prometer ampliar o ensino em tempo integral para cem escolas da rede estadual paulista, o governo João Doria (PSDB) enviou à Assembleia Legislativa uma proposta de Orçamento que prevê uma verba menor que a deste ano para o programa.

 

A principal despesa que a ampliação da jornada demanda é com o pagamento de professores, uma vez que eles recebem uma gratificação equivalente a 75% do salário ao participar da iniciativa.

 

Ao anunciar a expansão do ensino integral para cem colégios, em agosto, a Secretaria da Educação afirmou que o investimento em pessoal subiria em cerca de R$ 100 milhões, já que o número de escolas no programa também teria crescimento significativo, de 24% (de 417 para 517).
 
 
A proposta orçamentária para 2020 elaborada pela gestão Doria, porém, destina ao ensino integral uma verba 5,9% menor do que a prevista na lei orçamentária de 2019 —R$ 763 milhões contra R$ 808 milhões, ou R$ 45 milhões a menos.
 

A promessa de ampliar o tempo integral na rede paulista foi feita pelo secretário da Educação, Rossieli Soares, em agosto.
 

No mesmo dia, o governador confirmou a medida em publicação em rede social. “Anunciamos a expansão do programa de Ensino Integral em SP a partir de 2020. As escolas terão até 13 de setembro para aderirem ao programa, que vai melhorar a aprendizagem dos alunos e prepará-los para o mercado de trabalho. Todos saem ganhando”, afirmou o tucano.
 

A declaração foi dada pouco mais de uma semana após o Ministério da Educação anunciar o fim de um programa federal de ensino em tempo integral.
 

A permanência do aluno por pelo menos sete horas na escola está associada a melhores indicadores de aprendizagem.
 

Fonte: Folha de São Paulo