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Doria sofre ação de professores por recolher apostila escolar

por Monica de Araújo | 10 set, 2019 | Notícias | 0 Comentários

Ação popular foi proposta por coletivo de professores com objetivo de devolver material didático aos alunos
 

Um coletivo formado por professores e pesquisadores de universidades públicas do estado de São Paulo entrou com uma ação popular no Tribunal de Justiça nesta terça-feira (10) contra o governador João Doria (PSDB).
 

Os professores pedem que seja concedida uma medida liminar para anular o ato do governador que determinou o recolhimento de apostilas de ciências dos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental da rede estadual de São Paulo na última terça-feira (10).
 

A apostila explica os conceitos de sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual. Também traz orientações sobre gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.
 

O material foi recolhido na última terça-feira (3) a pedido do governador João Doria (PSDB) que considerou o conteúdo da apostila como uma “apologia à ideologia de gênero”.
 

O coletivo alega que o governador violou a Constituição, a legislação educacional, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o próprio Currículo Paulista quando decidiu recolher o material.  Segundo os professores, o governador fundamentou sua decisão unicamente em sua visão ideológica sobre o tema. “É inaceitável que um documento curricular recém-aprovado e que preconiza o ensino de aspectos socioculturais, afetivos e éticos da sexualidade seja utilizado para justificar atos de censura.
 

Não há justificativa.”, disse Fernando Cássio, um dos autores da ação.
 

Recolhimento
 

O recolhimento das apostilas foi determinado nessa terça (3) pelo governador João Dória. “Fomos alertados de um erro inaceitável no material escolar dos alunos do 8º ano da rede estadual. Solicitei ao Secretário de Educação o imediato recolhimento do material e apuração dos responsáveis. Não concordamos e nem aceitamos apologia à ideologia de gênero”, escreveu Doria pelo Twitter.
 

Em nota, a Secretaria de Educação de São Paulo argumentou que o termo “identidade de gênero” estaria em desacordo com a Base Nacional Comum Curricular do MEC e com o Novo Currículo Paulista aprovado em agosto, e que a apostila é complementar aos estudos dos alunos.
 

Em 2017, o Ministério da Educação tirou o termo “orientação sexual” da terceira e última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino infantil e fundamental, que passou a valer em 2019. De acordo com o documento, o Conselho Nacional de Educação (CNE) emitiria orientações específicas sobre orientação sexual e identidade de gênero.
 

Para a professora FGV Cláudia Costin e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (CEIPE), “[A base] não só não menciona, mas ela não proíbe. Ao traduzir a base em currículos estaduais, os currículos podem ou não introduzir uma questão sobre isso, o que não impede que professores ou até escolas abordem o tema.”
 

Ideologia de gênero
 

O termo “ideologia de gênero” utilizado pelo governador João Doria surgiu na década de 90 e início dos anos 2000 em uma ala conservadora da Igreja Católica, segundo o Centro de Estudos Multidisciplinares Avançados da Universidade de Brasília (UnB).
 

O termo foi formulado como uma reação ao feminismo por grupos neofundamentalistas católicos, segundo os quais a luta feminista atinge a tradicional família cristã. Mas, de acordo com a UnB, o termo contraria, inclusive, disposições do Concílio Vaticano II, quando vários temas da Igreja Católica foram regulamentados na década de 1960.
 

Depois, em 2000, a expressão aparece em documento da Cúria Romana, com a publicação de “Família, Matrimônio e Uniões de fato”.
 

O termo não é reconhecido pelo mundo acadêmico. A expressão é utilizada por conservadores contrários aos estudos de gênero iniciados entre décadas de 1960 e 1970 que buscavam a diferença entre o sexo biológico e o gênero na Europa e nos Estados Unidos.
 

Para esses estudiosos, ser um homem ou uma mulher não depende apenas da genitália ou dos cromossomos, mas de padrões culturais e comportamentais.
 

Tais padrões, segundo os teóricos da área, são adquiridos na vida em sociedade. Já os grupos conservadores consideram que as conclusões desses estudos sobre o gênero não obtiveram validação das ciências exatas e biológicas.
 

MP investiga
 

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito na última quarta-feira (4) para apurar o recolhimento das apostilas.
 

A promotoria apura a possível violação do direito à educação e aos princípios constitucionais do ensino, além de eventual lesão ao erário.
 

O MP enviará um ofício à Unidade de Atendimento aos Órgãos de Controle Externo questionando sobre os fundamentos jurídicos para o recolhimento das apostilas e se os docentes da rede e órgão colegiados de gestão democrática foram consultados antes da ação ser realizada.
 

Além disso, a promotoria também solicitará informações a respeito dos valores pagos para edição, impressão, distribuição e armazenamento das citadas apostilas, especificando as empresas contratadas ou setores da administração pública mobilizados para a realização de tais atividades.
 

Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que “está à disposição do Ministério Público Estadual para prestar todos os esclarecimentos necessários”.
 

Fonte: G1 

 

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