
Representantes do grupo ‘Juntos somos mais fortes’ descartam aulas presenciais em agosto
Em reunião nesta terça-feira (13), o grupo ‘Juntos Somos Mais fortes’, composto pelas entidades CPP, Apase, Afuse, Apampesp, Apeoesp e Udemo, decidiu posição contrária ao retorno às aulas presenciais neste momento de pandemia. Educadores alegam que muitos ainda não terão tomado a segunda dose da vacina contra Covid-19, o que coloca em risco a vida de professores, profissionais da Educação, estudantes e demais membros da comunidade escolar.
O encontro virtual sinalizou que os representantes das entidades continuam com a mesma posição de que a categoria não terá condições de voltar às aulas presenciais em agosto, como previsto pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Os docentes concordaram que não aceitarão ser expostos à infecção. “Pelo menos enquanto não tivermos 75% da população imunizada e 100% da comunidade escolar vacinada, as aulas devem continuar a distância”, afirma o grupo.
Diante da insistência do secretário da Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares, retornar as aulas presenciais em 2 de agosto, a professora Loretana Paolieri Pancera, primeira vice-presidente do Centro do Professorado Paulista, ressalta a importância de termos segurança com alto percentual de pessoas imunizadas para o retorno às aulas. “Enquanto houver alunos e profissionais da Educação sem ser vacinados, não se deve falar em retorno. A realidade das escolas é muito diferente. Não existe equipamento de proteção para todos, muito menos funcionários para limpeza constante”, diz.
A professora Maria Lucia de Almeida, terceira vice-presidente do CPP, lembrou que a preocupação não se deve apenas com a vacinação para todos, mas, também, a infraestrutura das escolas e o cumprimento dos demais itens do protocolo recomendado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que garante condições adequadas de segurança sanitária para toda comunidade que transita nas escolas.
