
Escolas estaduais da capital paulista reabriram nesta semana com falhas de infraestrutura. Segundo pais de alunos, há problemas de ventilação, falta de energia, obras em andamento e mato alto. Na segunda (8), cerca de 4.500 unidades geridas (85% do total de 5.300) reiniciaram as atividades. Devido a um furto de fios, um bloco inteiro da escola estadual doutor Álvaro de Souza Lima, no Sacomã (zona sul), está às escuras.
As aulas, segundo pais e alunos, ocorrem em apenas um dos blocos da unidade, que conta com 16 salas de aula. Alunos também reclamam do mato alto no entorno e afirmam que o reservatório de água vive vazio.”Não há nenhuma intervenção do poder público”, critica a auxiliar de serviços Fátima Santos, 53. Na segunda, ela e outros pais de alunos fizeram um protesto exigindo que as aulas só voltassem depois que os reparos necessários fossem efetuados.
Na zona leste, a escola estadual Ruy de Mello Junqueira, em Cidade Tiradentes, ganhou nova decoração com grafite. O problema é que o trabalho, iniciado em setembro, ainda não terminou, e as aulas começaram mesmo assim. “Parece que a tinta está incomodando um pouco”, disse uma funcionária da escola.
Dos 1.100 estudantes matriculados, cerca de 385 (35% do total) poderiam ter retornado nos dois dias. “No máximo tivemos aqui uns 200 alunos entre [segunda-feira e [terça-feira]”, disse. Na escola Joaquim Eugênio Lima Neto, no Lageado, o mato alto chama a atenção. Outro problema está nas grades das janelas. Dos cinco vãos, dois possuem chapas de aço que impedem a ventilação e contrariam uma das principais recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para evitar contaminação.
Uma das professoras da Escola Estadual José Baptista Rios Castellões, localizada na Vila Joaniza, na região da Cidade Ademar (zona sul), foi contaminada pelo coronavírus dos dias após participar de uma reunião. Na segunda, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, afirmou que sete escolas do estado apresentaram casos de Covid-19 e não abriram. A José Baptista Rios Castellões não integrava a lista. Essa professora participou, no dia 29 de janeiro da reunião de planejamento escolar. Com sintomas de Covid-19, ela fez um exame dois dias depois. A docente avisou a escola no dia 2 deste mês. Entretanto, todas as unidades estaduais abriram as portas já no dia 1º para início do processo de acolhida dos estudantes.
A Secretaria de Estado da Educação disse que a escola ficou fechada um dia para desinfecção e todos que tiveram contato com a professora foram orientados a fazer teste. A pasta afirmou que “a escola está seguindo todos os protocolos para um retorno seguro às aulas presenciais”.
Outro lado
Secretaria promete adequações nas unidades afetadas
A Secretaria de Estado da Educação, gestão João Doria (PSDB), afirmou que até o fim desta semana deverá realizar a poda do mato no entorno da escola estadual doutor Álvaro de Souza Lima, no Sacomã. Sobre a falta de energia em dos blocos, a pasta disse sem especificar datas, que o processo para contratação da empresa para realização do serviço está em andamento por meio da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). Em relação às obras de grafite e pintura na escola Ruy de Mello Junqueira, em Cidade Tiradentes (zona leste), a secretaria afirmou que elas devem estar concluídas até o fim desta semana. “Como o retorno é em esquema de rodízio, com número reduzido de alunos, e, imaginou-se que não haverá nenhum transtorno aos alunos”, disse a pasta.
Já as placas das janelas da escola estadual Joaquim Eugênio Lima Neto, no Lageado, também na zona leste, que impedem de forma parcial a circulação do ar, serão trocadas. O contrato atual com a empresa responsável pela limpeza da escola prevê duas funcionárias para desempenhar a função.
Folha de São Paulo

Nossa que engraçado ,virou piada quem foi orientado e por quem ?