O lançamento é fruto do projeto “Ler + Aprender” promovido pelo Sistema de Ensino Poliedro com objetivo de resgatar a imaginação e promover o incentivo à leitura entre estudantes de todo o País

A relação afetiva, histórias e as principais vivências dos estudantes com a cidade de São Paulo fazem parte do livro “Nossa terra da Garoa – Vivências e desafios”, escrito pelos alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio do Colégio Floresta, Unidade Parceira do Sistema de Ensino Poliedro.

 

O livro nasceu durante a realização do Projeto “Ler + Aprender”, do Sistema de Ensino, que teve como objetivo levar a imaginação e, principalmente, o incentivo à leitura dentro do ambiente escolar. “A leitura abre portas para as mais diferentes realidades. Além disso, a partir do imaginário do leitor, os livros possibilitam o desenvolvimento da inteligência emocional e de competências e habilidades essenciais à formação dos estudantes”, explica Altamar de Carvalho, gestor educacional do Sistema de Ensino Poliedro.

 

Por meio de uma parceria com a Editora Nova Fronteira, a escola parceira teve acesso a diversos títulos da literatura infantil e infantojuvenil, acompanhados de propostas de trabalho inovadoras que ajudaram os professores na condução dos alunos pelo universo da leitura, permitindo assim que ampliassem seus conhecimentos. “Sempre tivemos muita dificuldade em adotar livros paradidáticos, pois os pais demoravam para providenciar ou não encontravam com facilidade, o que muitas vezes dificultava o trabalho do professor. Com a adoção do projeto tivemos a oportunidade de mostrar a importância da leitura e de que forma ela facilita ainda mais os estudos, já que os livros indicados vinham de encontro aos conteúdos que estavam sendo apresentados”, conta Elotisa Maria Otávia, diretora do Colégio Floresta.

 

Segundo ela,a realização do projeto se tornou tão prazerosa entre os alunos, que além do gosto pela leitura despertou também a vontade de produzirem um livro confeccionado por eles mesmos. “O trabalho de leitura se tornou tão prazeroso que os alunos passaram a gostar de escrever, o que resultou na confecção deste livro de contos, cujo tema foi escolhido por eles. O lançamento foi realizado em 24 de novembro com uma noite de autógrafos para toda a comunidade escolar. Além disso, também culminou com a criação de uma Academia Estudantil de Letras, cujo patrono será o escritor araraquarense, Ignácio de Loyola Brandão. Os alunos foram empossados na mesma noite do lançamento”, conta Elotisa.

 

Durante as aulas, a professora explica que buscou trabalhar gêneros textuais com o auxílio dos diferentes títulos adotados. “Procuramos variar as técnicas de trabalho com os livros, após a leitura fizemos debates, dramatização, reescrita de partes do livro, roda de leitura, análise de obra, comparações de estilos entre outras atividades”, disse. Elotisa também explica que incentivos como estes são bem-vindos e já mostram resultados positivos, quando comparados à diminuição do hábito da ler cada vez mais comum entre os estudantes, devido ao avanço das novas tecnologias disponíveis e acessíveis. “O hábito da leitura tem diminuído e, principalmente a comunicação falada tem ficado cada vez mais limitada. Aqui no colégio, ainda não sentimos tanto, em função da importância que sempre tivemos com a leitura, porém, muitas escolas passaram a utilizar os livros digitais que deveriam facilitar, porém, não despertam interesse dos leitores. Acreditamos ser fascinante ainda o manuseio do livro físico”, conclui.