Maioria é mulher e tem média de 46 anos; docente mais antigo da rede leciona há mais de quatro décadas

No Dia do Professor, celebrado nesta terça-feira (15), conheça algumas curiosidades da rede estadual de São Paulo.
 

  • Do total de professores atuando nas salas de aula, 72% é do sexo feminino e 28% são homens; 
  • O maior grupo, composto por 51.589 profissionais, concentra aulas dos anos finais do Ensino Fundamental mais o Ensino Médio; 
  • Na média, as mulheres têm 46 anos de idade, e os homens 45; 
  • Os docentes mais velhos dando aulas atualmente têm 73 anos ou mais; 
  • Já o mais jovem possui 23 anos; 
  • A professora com mais tempo em sala de aula na rede estadual tem 70 anos e leciona há 41! Ela atua na capital e dá aulas de Educação Física; 
  • São Paulo possui 355 professores que possuem algum tipo de deficiência física; 
  • Outros 163 docentes têm deficiência visual; 
  • Do total de professores, 954 atuam em unidades da Fundação Casa; 
  • Há outros 1.102 ensinando presidiários dentro do programa de educação nas prisões.
     

Sobre o Dia do Professor

No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava basicamente da descentralização do ensino, do salário dos professores, das matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até sobre como os professores deveriam ser contratados.

A primeira contribuição da Lei de 15 de outubro de 1827 foi a de determinar, no seu artigo 1º, que as Escolas de Primeiras Letras (hoje, ensino fundamental) deveriam ensinar, para os meninos, a leitura, a escrita, as quatro operações de cálculo e as noções mais gerais de geometria prática. Às meninas, sem qualquer embasamento pedagógico, estavam excluídas as noções de geometria. Aprenderiam, sim, as prendas (costurar, bordar, cozinhar etc) para a economia doméstica.

Cento e vinte anos depois do decreto, em 1947, um professor paulista teve a ideia de transformar a data em feriado e iniciou a tradição de homenagear os professores no dia 15 de outubro, em referência ao decreto de D. Pedro I. A ideia surgiu porque o período letivo do segundo semestre escolar era muito longo, ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo o período. Cansados, literalmente, um pequeno grupo de quatro educadores, liderados por Samuel Becker, teve a ideia de organizar um dia de folga, para amenizar a estafa.

Poucos sabem a história de Salomão Becker (1922-2006), professor da rede estadual de Piracicaba. Becker foi um apaixonado pelo magistério e lecionou durante 49 anos em diversas escolas estaduais na capital, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio.

A ideia de celebrar o Dia dos Professores surgiu uma conversa com outros três colegas sobre organizar um dia de parada para repor as energias e analisar os rumos do ensino no estado. No dia 14 de outubro de 1963, o Dia dos Professores foi oficializado nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682.

Fonte: Seduc