Ao defender o teto de reajuste de 6,4% no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse na quinta-feira (16) que não dará “cheque em branco” a “vendedores de vagas”, referindo-se às instituições privadas que querem aumento acima desse porcentual.

 

“Uma coisa é o direito das instituições privadas aumentarem suas mensalidades. Outra é a disposição do ente público em pagar. O que queremos, para cumprir as relações de mercado e respeitar o contribuinte e limites orçamentários, é não dar ao vendedor de vagas um cheque em branco pelo qual ele aumenta o quanto quiser”, afirmou o ministro em audiência pública na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados.

 

Janine disse que o ministério cobrou explicações às universidades que pediram reajuste acima de 6, 4%. “O MEC sentiu que  não era justo nem com o contribuinte nem com o aluno aceitar estes valores sem justificativa.”

 

A fala de Janine na comissão causou reações entre os parlamentares, o que fez com que ele amenizasse a declaração na sequência. “Talvez vendedor de vagas não seja apropriada. Mas somos compradores de vagas, então elas também são vendidas.” O ministro disse ainda que o MEC cobrou das faculdades justificativas para o reajuste acima da inflação. “Não era justo aceitar esses valores sem justificativa. Há um prejuízo grande para o aluno que contrai esses empréstimos.”

 

A audiência foi acompanhada por funcionários das universidades que estão em greve há mais de um mês. Eles reivindicam reajuste salarial na ordem de 27%. Janine disse ter marcado reunião com o grupo.

 

Secom/CPP – Informações do Estado de São Paulo.