Foto: Envato

Foram divulgados dados inédito do INAF (Indicador de Analfabetismo Funcional) 2024 que indicam que jovens que conciliam estudo e trabalho têm melhor nível de alfabetismo.

16% dos jovens brasileiros conciliam trabalho e estudo, sendo este o grupo com maior percentual de alfabetização – 65%. Já entre os jovens que só trabalham, a proporção de alfabetização é 39%.

Esses números se contrapõem aos alarmantes dados de que de 2 a cada 10 jovens (23%) entre 15 e 29 anos não estudam e também não trabalham e 18% deste grupo está em situação de analfabetismo funcional, e 47% apresenta apenas o nível elementar de alfabetismo.

Ana Lima, coordenadora do INAF, comentou a diferença entre alfabetismo e alfabetização, destacando motivos para o melhor percentual do grupo que concilia estudo e trabalho:

“É um desafio para todo jovem se inserir no mercado de trabalho, ainda mais os que vivem em situação de vulnerabilidade, que são excluídos de vários processos como a própria continuidade de sua escolarização. A boa notícia é que o trabalho é alfabetizante, assim como a Educação. Na medida em que vão avançando na vida pessoal e na profissional, eles também vão avançando no seu letramento. Aqui estamos falando de alfabetismo, não de alfabetização. O mundo do trabalho proporciona o aprendizado de novas linguagens, desenvolvimento em outros aspectos da vida. Por tudo isso, precisamos promover oportunidades para que os estudantes continuem trabalhando e para que os que já estão no mercado de trabalho também possam estudar, potencializando as competências de todos”.