Na quarta feira, 9 de novembro, às 20 horas, e com entrada franca, no MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, será exibido o documentário “A Escola Toma Partido”, uma resposta ao Projeto de Lei Escola sem Partido. Dirigido pelo cineasta argentino-brasileiro Carlos Pronzato, o filme está entre 60 documentários de temática social. Na noite do dia 9, após a exibição, haverá um debate entre o diretor Carlos Pronzato, a educadora e pesquisadora Lilian L´Abbate Kelian, entrevistada no documentário, e estudantes.

O filme documentou a discussão da sociedade brasileira em torno do Projeto de Lei Escola Sem Partido, que pretende “eliminar a doutrinação da sala de aula”. Por meio de depoimentos de educadores e especialistas, o documentário responde de maneira crítica ao Projeto de Lei do Senado n. 193 de 2016, de autoria do senador Magno Malta (PR/ES), expondo as contradições e ameaças que nascem em uma sociedade que pretende limitar a atuação de professores.

Ficha Técnica

Direção, Produção e Roteiro: Carlos Pronzato
Edição: Renato Bazan
Câmera e Entrevistas: Carlos Pronzato
Consultoria: Severino Honorato
Assistência de Produção: Marcelo Cháves (Teo)
Pesquisa: Maria Nil Azevedo
Designer: Ricardo Malagoli
Assessoria de Imprensa: Carola Beresi González
Ano: 2016
Duração: 45 minutos
Realização: La Mestiza Audiovisual
Página: www.lamestizaaudiovisual.blogspot.com

Sobre Carlos Pronzato

Argentino residente no Brasil, Carlos Pronzato é poeta e cineasta dedicado especialmente a temas sociais e políticos. Suas obras audiovisuais e literárias destacam-se pelo compromisso com a cultura, a memória e com o protagonismo popular. Dentre seus mais de 60 documentários destacam-se “O Panelaço, a rebelião argentina”, “Bolívia, a guerra do gás”, “A Bahia de Euclides da Cunha”, “Buscando a Salvador Allende”, “Carabina M2, uma arma americana, Che na Bolívia”, “Madres de Plaza de Mayo, verdade, memória e justiça”, “Marighella, quem samba fica quem não samba vai embora”, “A Revolta do Buzu”, “A Rebelião dos Pingüins, estudantes chilenos contra o sistema”, “Pinheirnho, tiraram minha casa, tiraram minha vida”, “Mapuches, um povo contra o Estado”, “A partir de Agora, as Jornadas de Junho 2013”, “Dívida Pública Brasileira, a Soberania na Corda Bamba”, “Acabou a Paz, isto aqui vai virar o Chile, Escolas Ocupadas em São Paulo”. Entre outras importantes distinções  recebeu, em 2008, o prêmio da CLACSO (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais) e em 2009, na Itália, o prêmio Roberto Rossellini.