Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos do  Humanos. No entanto, não são poucos os flagrantes de  discriminação que tanto comprometem a aplicação desses direitos, expressos por meio das mais cruéis formas de violência e de opressão. Na maioria dos países, a impunidade permanece como um dos principais fatores que impede que objetivos de paz e de igualdade sejam implementados.                                                                                                                          

                                                                
O relatório da Anistia Internacional atesta que, décadas após a criação  da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ao menos em 81 países as pessoas ainda são torturadas, em pelo menos 54 são julgadas injustamente e, em pelo menos 77, não têm, sequer, o direito de se manifestar livremente. Para que a  humanidade garanta o seu  direito à justiço e à dignidade,  os investimentos na educação – citado na própria Declaração – são fundamentais e insubstituíveis.

É uma obrigação e um desafio,especialmente para nós, educadores, formadores de opinião que somos, promover e proteger os direitos de todos os seres humanos e banir, definitivamente, os modelos  retrógrados de abuso e de exclusão.

No dia em que o mundo se volta ao funeral do homem que mais representou a luta em favor da liberdade e da justiça, nada mais apropriado que se volte, também,a atenção à Declaração Universal dos Direitos Humanos. Mandela percorreu um longo caminho em busca da paz e da tolerância. Para que o Brasil consiga dar passos largos nesta direção, somente a pujança da educação pode  impulsionar este processo.

Só assim o povo brasileiro terá como provar o significado do que vem a ser respeito, justiça e inclusão.

Por Professor José Maria Cancelliero
Presidente do Centro do Professorado Paulista