Empresas responsáveis pelos livros para distribuição em escolas públicas ainda aguardam dinheiro que deveria ter chegado em janeiro. Cortes já começaram

 

Ao que tudo indica, o pagamento do Ministério da Educação a pelo menos cinco das 18 editoras que tiveram livros didáticos selecionados para distribuição gratuita a escolas ficará só para depois do Carnaval. O dinheiro deveria ter sido liberado em janeiro.

 

Ao todo, as empresas prejudicadas somam 23 títulos selecionados pelo PNLD (Programa Nacional de Livros Didáticos). Dados obtidos por meio do Portal da Transparência do governo federal mostram que os valores não tinham pagamento registrado até a noite de 12 de fevereiro deste ano.

 

Mesmo com o atraso, todas as obras foram impressas e entregues para as instituições de ensino e estão sendo utilizadas desde o início das aulas. Conforme o jornal Diário de São Paulo mostrou na última sexta-feira (6/2), essa demora está levando toda a cadeia produtiva dos títulos a sofrer prejuízos, inclusive com o anúncio de demissões logo no início do ano.

 

De acordo com uma das editoras que não recebeu o dinheiro e pediu anonimato, parte do seu quadro de funcionários está sendo cortada por falta de verbas. O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), ligado ao Ministério da Educação, afirmou que não conseguiria responder até o fechamento desta edição.

 

Na semana passada, o órgão confirmou que houve um problema no pagamento de algumas editoras, mas que não sabia quais eram ou quando seriam resolvidos. À época, a assessoria de imprensa do FNDE afirmou que “nos próximos dias” haveria uma regularização, mas sem especificar as empresas contempladas.

 

Programa. O PNLD foi criado há três décadas e seleciona, anualmente, livros didáticos dos ensinos fundamental e médio para distribuição em escolas públicas de todo o Brasil. Para 2015, o investimento previsto em obras impressas e digitais é de cerca de R$ 1,3 bilhão.

 

Secom/CPP