O medo do fechamento de algumas escolas da rede estadual de ensino paulista tem causado uma série de protestos de alunos e professores em todo o Estado de São Paulo. Ao menos 12 cidades como Campinas, Jundiaí, Bauru e São Bernardo do Campo registraram manifestações na frente das unidades, além da capital – onde um ato de estudantes e professores na avenida Paulista ocorreu na última sexta-feira (9).

 

O receio teve início depois de a Secretaria Estadual de Educação ter anunciado, em setembro, uma reestruturação de toda a rede, que terá unidades separadas em três ciclos – ensino médio, anos finais (6º ao 9º) e anos iniciais (1º ao 5º) do ensino fundamental.

 

Porém, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou que desconhece o boato de que exista uma lista de escolas apresentada. Explica ainda que a divisão de alunos por faixa etária não tem qualquer compromisso com o fechamento de unidades. Ao contrário. No caso de algum prédio ficar ocioso, ele será transformado em instrumento educacional: creche, escola técnica ou escola de tempo integral, por exemplo. Não haverá desativação de prédios escolares.

 

Para o especialista em Educação da Ação Educativa Roberto Catelli Junior, a reestruturação é de caráter econômico. “Não existe nada do ponto de vista pedagógico que diga que a escola focada neste ou naquele nível forneça um ganho no ensino. Seria melhor diminuir o número de alunos por sala, por exemplo”, afirmou.

 

Para o diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos, faltou diálogo com a comunidade. “Não deveria ser tudo feito em uma cartada só. Deveriam implementar aos poucos.”

 

Secom/CPP – informações do jornal O Estado de São Paulo