O ministro da Educação, Cid Gomes, deixou o cargo na tarde desta quarta-feira, 18. Ele pediu demissão à presidente Dilma Rousseff, que aceitou. A iniciativa foi tomada depois de uma discussão na Câmara dos Deputados em que Gomes declarou que deputados “oportunistas” devem sair do governo.
“A minha declaração na Câmara é óbvio que cria dificuldades para a base do governo. Portanto, eu não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em caráter irrevogável”, afirmou o ministro, que esteve no Plenário para se explicar a respeito de uma declaração polêmica.
No mês passado, em visita à Universidade Federal do Pará, Cid Gomes teria dito: “Tem lá [no Congresso] uns 400 deputados, 300 deputados que, quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.
Em nota, a Presidência da República oficializou a demissão.
Nota Oficial
O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta.
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Secom/CPP
