
Uma jornada para desvendar a motivação e concebê-la à razão da ciência. Assim o seminário internacional “Motivação: evidências para promover a aprendizagem”, promovido pelo Instituto Ayrton Senna, agregou gestores, professores, cientistas e célebres formadores de opinião daqui e de outros países, para colaborarem no esclarecimento da motivação na vida escolar.
Ao participar do Seminário, na terça-feira (15), o CPP acompanhou o trabalho do Instituto Ayrton Senna para difundir o que as pesquisas revelam sobre o assunto e lançou um olhar sobre a evolução do ensino a partir da motivação educacional e do desenvolvimento de novas tecnologias.
Uma intensa programação deu destaque a muitos participantes. Ao iniciar o seminário, Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, reforçou a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a motivação para que melhor possamos enfrentar os desafios educacionais marcados pela pandemia.
Um time de peso foi selecionado para compartilhar o conceito de motivação. Entre os integrantes, o príncipe de Mônaco, Albert II, que relatou a sua motivação para engajamento com causas ambientais.
Motivação para a arte: com o arteativista Eduardo Kobra, que nasceu e viveu na periferia paulista antes de se tornar um dos maiores artistas de rua do mundo, que inspira jovens do mundo inteiro.
William Kamkwamba, descobriu o vento e mudou a vida de toda sua comunidade, no Malawi. Um inventor, cuja história deu origem ao filme “O menino que descobriu o vento”, da Netflix, no evento, representou a motivação para uma transformação social.
Destaque especial para a top model Gisele Bündchen, a modelo de maior sucesso internacional, empresária e ativista, que expôs a motivação na preservação do meio ambiente.
Para apresentar a motivação por meio de políticas educacionais estavam:
Sarah Bouchie, diretora de impacto da Lego Foundation
Maria Helena Guimarães, presidente do Conselho Nacional de Educação
Raquel Teixeira, Secretária da Educação do Estado do Rio Grande do Sul
Rossieli Soares da Silva, Secretário da Educação do Estado de São Paulo
Mozart Neves Ramos, vice-presidente do Conselho Instituto Ayrton Senna
Segundo o americano Kevin McGrew, especialista em motivação escolar, as maneiras tradicionais de educação, com o professor conduzindo as matérias em sala de aula, precisou passar por uma prova de ajustamento desde que o ensino remoto foi imposto pela pandemia. O resultado desse processo é um maior protagonismo do aluno na aprendizagem.
McGrew, que é doutor em psicologia educacional e diretor do Instituto para Psicometria Aplicada, afirma que a pandemia agilizou a transformação da educação da ‘era industrial’, em que alunos têm aprendizagem regulada por professores, para um padrão da ‘era da informação’, com a tecnologia sendo aplicada na aprendizagem remota. Desta forma, os alunos são estimulados a assumir maior responsabilidade individual por seu aprendizado escolar.
