
Como entidade de classe, o CPP conhece como ninguém os números expressivos de mulheres que compõem o Ensino Fundamental brasileiro. Fato incontestável, afinal, a base da educação do nosso país é alicerçada por um universo feminino, em sua maioria.
Vivemos num país onde as mulheres fazem a diferença.
Como a concorrência é extremamente acirrada, a luta pela sobrevivência e a corrida para o sucesso desafiam o limite do bom senso e, não raro, da ética.
A saída está na educação, no caráter e na dignidade.
É inegável: as mãos que conduzem o ensinamento e os ombros que carregam a responsabilidade de formar cidadãos conscientes pertencem às educadoras.
Professoras, diretoras, supervisoras – brasileiras que acordam cedo para encarar jornadas insanas num cotidiano impetuoso, que só quem enfrenta pode mensurar.
Profissionais cuja recompensa não faz jus à dedicação messiânica.
É imperativo que haja muito mais ônus do que bônus – essa é a verdade. Todos estão cientes.
Se o Brasil quiser se tornar um país sério, para atrair aplicações igualmente sérias, tem que admitir que não há como excluir os investimentos – e o respeito – permanentes na educação e em seus profissionais.
Enquanto isso, vemos o brio, a inteligência e o dinamismo das heroínas brasileiras esbanjarem talento, sem pouparem suor na participação do desenvolvimento da nossa terra – motivo pelo qual o CPP as parabeniza nesta data.
Respeito e carinho a todas as mulheres, especialmente às brasileiras, ainda mais às que ficaram com a dor da tragédia de Brumadinho. Recebam as homenagens do Centro do Professorado Paulista, hoje e sempre.
8 de março, Dia Internacional da Mulher
Fonte: Jornal Extra