
Gestão Doria parou de contar registros confirmados da doença entre alunos e professores
Enquanto o estado de São Paulo parou de contar os casos confirmados de coronavírus na comunidade escolar, o Ceará, exemplo de resultados na educação, divulga toda semana as ocorrências da doença entre alunos e professores.A transparência no monitoramento é considerada fundamental para a adesão dos estudantes à volta presencial às aulas, atualmente opcional nos dois estados.
Diferentemente de São Paulo, onde a gestão João Doria (PSDB) liberou a reabertura das escolas em setembro do ano passado, no Ceará a gestão Camilo Santana (PT) autorizou a volta só neste ano, e a maioria dos colégios estaduais segue fechada. Mas antes mesmo de as aulas voltarem presencialmente, um painel disponível na internet já informava números de casos, óbitos e testes entre alunos e profissionais da educação dos municípios cearenses, inclusive aqueles no sistema de ensino remoto.
O sistema segue no ar, com atualização semanal. Com ele, é possível saber, por exemplo, que desde o início da pandemia até sexta-feira (3), foram registrados no Ceará 41 óbitos entre estudantes e docentes e 19.466 casos recuperados. Também se sabe que há 1.317 casos em investigação. O dia com mais casos entre alunos da rede estadual cearense foi 17 de maio deste ano (214), segundo a data de início dos sintomas. Desde então, o número vem caindo, até chegar a apenas 1 no último dia 1º.
Entre professores e funcionários, o pico de casos foi em 14 de maio (20) e chegou a 3 na semana passada. Na anterior, houve 1. Há ainda detalhamento por município e, no caso dos estudantes, é possível também fazer recorte por faixa etária. A mais atingida é a de 15 a 17 anos, responsável por cerca de dois terços dos casos. “Sabemos que, quanto mais informações estiverem disponíveis, mais eficientes serão as medidas de controle da pandemia”, afirma a secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde do Ceará, Magda Almeida.
O retorno às aulas presenciais no estado está liberado desde 26 de junho para o ensino superior, desde 26 de abril para o fundamental e desde 14 de junho para o médio. Segundo a Secretaria da Educação da gestão Santana, das 731 escolas estaduais, cerca de 200 retornaram no modelo híbrido, com aulas tanto presenciais como remotas. O fechamento prolongado da maior parte dos colégios da rede estadual vai na contramão do que faz a maior parte dos países desenvolvidos. A medida é associada a perdas de aprendizagem.
Da mesma forma que o fechamento prolongado é alvo de críticas, o sistema de monitoramento de casos cearenses também tem limitações. A consulta por escola não funcionava na sexta-feira e não havia detalhamento sobre os casos nas escolas municipais e particulares. O dia com mais casos entre alunos da rede estadual cearense foi 17 de maio deste ano (214), segundo a data de início dos sintomas. Desde então, o número vem caindo, até chegar a apenas 1 no último dia 1º.
Entre professores e funcionários, o pico de casos foi em 14 de maio (20) e chegou a 3 na semana passada. Na anterior, houve 1. Há ainda detalhamento por município e, no caso dos estudantes, é possível também fazer recorte por faixa etária. A mais atingida é a de 15 a 17 anos, responsável por cerca de dois terços dos casos. “Sabemos que, quanto mais informações estiverem disponíveis, mais eficientes serão as medidas de controle da pandemia”, afirma a secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde do Ceará, Magda Almeida.
O retorno às aulas presenciais no estado está liberado desde 26 de junho para o ensino superior, desde 26 de abril para o fundamental e desde 14 de junho para o médio. Segundo a Secretaria da Educação da gestão Santana, das 731 escolas estaduais, cerca de 200 retornaram no modelo híbrido, com aulas tanto presenciais como remotas.
O fechamento prolongado da maior parte dos colégios da rede estadual vai na contramão do que faz a maior parte dos países desenvolvidos. A medida é associada a perdas de aprendizagem. Da mesma forma que o fechamento prolongado é alvo de críticas, o sistema de monitoramento de casos cearense também tem limitações. A consulta por escola não funcionava na sexta-feira e não havia detalhamento sobre os casos nas escolas municipais e particulares.
Fonte: Folha de São Paulo
