Imagine segurar uma carta original de D. Pedro I. Folhear um jornal de 1892, ver o álbum de construções de Ramos de Azevedo ou ler as reportagens da Revolução de 1932? Basta fazer uma visita ao Arquivo Público do Estado de São Paulo. Lá estão armazenados diferentes  fragmentos da nossa história. Tesouros de incomensurável valor.
 

Criado em 1892, o APES é um dos maiores arquivos públicos brasileiros. São 125 anos num trabalho contínuo para garantir à população o acesso ao registro da história de São Paulo e do Brasil desde o século XVI.

 

A estrutura chama a atenção pela qualidade e pela capacitação de seus profissionais que preservam  todos os registros por meio de um acervo de aproximadamente 6 mil metros lineares de documentação textual permanente, 17 mil metros de documentação intermediária, um acervo iconográfico e cartográficos com 2,7 milhões de documentos, 6 mil títulos de jornais e 2.300 revistas, além de 45 mil volumes de livros.

 

Como um espaço  cultural diferenciado, o  Arquivo Público do Estado de São Paulo mantém convênios e parcerias com inúmeras instituições, públicas e privadas, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento de projetos de tratamento técnico e difusão de seu acervo. Entre os registros estão os inventários e testamentos dos bandeirantes na época do Brasil Colônia, cartas de liberdade de escravos registradas em cartório, os livros de matrícula dos imigrantes que vieram para São Paulo, acervo do extinto Departamento Estadual de ordem Política e Social ( DEOPS-SP) com cinco milhões de fichas e processos de investigação de 1924 a 1983; além de prontuários de personalidades famosas como Monteiro Lobato e da poetisa Patrícia Galvão, a Pagu. Entre os arquivos, podem ser encontrados os exemplares do Jornal dos Professores da década de 70.

 

Com esta estrutura privilegiada, o APES representa  um legado precioso para todas gerações. São três prédios que abrigam o salão de atendimento, 14 depósitos para acervo, laboratórios, salas de trabalho, salas de aula, galeria de exposições, teatro com mais de cem lugares e palco externo. A biblioteca de apoio à pesquisa possui 39 mil volumes e o núcleo da Biblioteca Estadual  possui mais de 25 mil livros. O Arquivo conta com uma hemeroteca (acervo de jornais), uma mapoteca, acervo iconográfico com cerca de um milhão de imagens, milhares de rolos de microfilmes e aproximadamente 25 mil metros lineares de documentação textual.  

 

Marcelo Antonio Chaves, diretor do Centro de Difusão e Apoio à Pesquisa, enfatiza a importância da preservação dos arquivos públicos. “O arquivo é uma instituição estratégica para toda a sociedade. E uma sociedade sem arquivo é sem memória, sem transparência. Os documentos são repositórios de uma memória institucional. Quantas escolas realizam milhares de atividades durante décadas sem que haja nenhum registro? É importante investirmos na atenção dada aos arquivos, por isso desenvolvemos oficinas para crianças de 9 a 11 anos a fim de sensibilidade e despertar a valorização dos arquivos.”
 

A Ação Educativa do APESP disponibiliza oficinas pedagógicas para professores e estudantes do Ensino Fundamental, Médio e Superior e exposições virtuais. O diretor, Breno Siviero, explica as visitas monitoradas.

“A mensagem que deixo aos educadores é essa: que apropriem-se do arquivo e de todas as suas possibilidades para que possam utilizar as informações em sala de aula. Semanalmente criamos visitas monitoradas para grupos de aproximadamente 35 alunos. As visitas duram aproximadamente entre duas e três horas.”
 

Para  marcar uma visita monitorada, basta entrar em contato com a Ação Educativa do APESP pelo site.

Serviço

Arquivo Público do Estado
Rua Voluntários da Pátria, 596 – Santana – São Paulo (Metrô Portuguesa-Tietê)
Telefones: (11) 2089-8149 / 2089-8100
Site: www.arquivoestado.sp.gov.br
E-mail: consulta@arquivoestado.sp.gov.br
De segunda a sexta, das 9h às 17h