64,2% dos ataques registrados ao longo de 23 anos aconteceram entre 2022 e 2024

Foto: Leila Ofélia

O alto número de ataques de violência extrema nas escolas brasileiras nos últimos três anos é destacado pelo relatório de política educacional realizado pela D³e em parceria com a B3 Social e a Fundação José Luiz Setúbal, atualizado em maio deste ano.

A pesquisa, que já havia sido divulgada no ano passado, agora recebeu os dados completos de 2024

Segundo o documento, 64,2% dos ataques aconteceram entre 2022 e 2024, o que corresponde a 27 casos, de um total de 42 registros entre janeiro de 2001 e dezembro de 2024.

Em 2022, foram 10 casos, número que subiu no ano seguinte, passando para 12 registros. Já em 2024, houve uma queda de mais de 50%, com cinco ataques. Os dados impressionam considerando que a pesquisa engloba um período de 23 anos.

A pesquisa traz ainda questões sobre o combate à violência, e se as ações que culminaram na redução dos números estão agindo na raiz do problema, ou apenas sendo uma repressão imediata.

Afinal, o que são os ataques de violência extrema?

De acordo com as pesquisadoras, são ações intencionais, planejadas e cometidas por estudantes e ex-estudantes, movidos por ódio e/ou vingança (seja por ressentimentos ou preconceitos), com uso de algum tipo de arma para ferir ou matar a(s) vítima(s).

Os ataques registrados, segundo a pesquisa, tiveram 44 mortos e 113 feridos, sendo a arma de fogo e  a faca as ferramentas mais utilizadas nas ações.

Outro dado relevante é que São Paulo lidera o ranking com o maior número de casos,10 registros, seguido por Rio de Janeiro e Bahia, com 5 cada.