Realizada pela Associação Parceiros da Educação, que atua em escolas públicas de São Paulo, estudo ouviu 1.682 alunos

 

Pesquisa realizada pela Associação Parceiros da Educação mostra que os jovens estão otimistas e certos quanto ao futuro. O objetivo do estudo, que ouviu 1.682 alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio das escolas públicas apoiadas pela Instituição, foi entender a visão dos alunos sobre seu projeto de vida e o quanto as famílias podem intervir no futuro dos jovens.

 

Entre os alunos das escolas públicas do Programa de Ensino Integral do Estado de São Paulo que participaram da pesquisa, 77% afirmam que já sabem o caminho que vão seguir e, inclusive, têm definidas suas profissões: 62% querem entrar em uma universidade logo após concluir o Ensino Médio, 23% desejam fazer um curso técnico ou profissionalizante e 2% querem abrir seu próprio negócio. As profissões mais desejadas surpreendem, já que 11% dos alunos pensam em ser engenheiros, 8% querem fazer medicina e apenas 2% escolheram a profissão de jogador de futebol. Esses jovens também estão otimistas, 99% afirmam que alcançarão o sucesso nas carreiras escolhidas.

 

“Esse número de jovens engajados com seu futuro se deve, principalmente, ao currículo diversificado das escolas do Programa de Ensino Integral, implementado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo desde 2012. O grande diferencial do programa é a orientação integrada da escola para a elaboração de um projeto de vida, promovendo o protagonismo juvenil, com oferta de espaços de vivência para que eles próprios possam empreender a realização das suas potencialidades pessoais e sociais”, afirma Lúcia Fávero, Diretora Executiva da Parceiros da Educação.

 

Outro número de destaque na pesquisa é a participação da escola e das famílias nesse processo. Segundo eles, 95% das famílias conhecem os projetos de vida e mais de 90% recebem orientações e apoio da escola para alcançá-los. “Isso mostra que as escolas podem potencializar positivamente este engajamento das famílias no desenvolvimento dos projetos de vida de seus filhos”, explica Lúcia.  “Os dados da pesquisa são muito significativos, pois mostram, por exemplo, que os alunos com maiores defasagens são, em sua maioria, aqueles que ainda não tem seus projetos de vida definidos e o cujos pais participam menos de sua vida escolar. Isso dá um diagnóstico mais preciso para a equipe escolar elaborar atividades e orientações diversificadas para apoiar esses alunos”, completa.

 

O interesse dos jovens no tema central da pesquisa também fica evidente quando questionados sobre o que deixaria a escola mais atrativa. Uma das respostas mais citadas foi: palestras sobre carreiras. Há também um pedido explícito por aulas diferenciadas e interativas. “Cada vez mais a equipe gestora e professores têm pensado em metodologias diversificadas para engajar os alunos. O giz e lousa são essenciais para o ensino, mas também é necessário que utilizem de métodos de ensino e aprendizagem e o Programa de Ensino Integral do Estado de São Paulo favorece essa atuação com seu currículo diversificado”, finaliza a executiva.