Atualizado em 16 dezembro, 2025 às 22:09

Projeto de Lei foi enviado para a Alesp e tramita com urgência

Foto: Envato

O PL 1316/2025, enviado pelo governador de São Paulo à Alesp, está gerando dúvidas nos profissionais da educação sobre os possíveis impactos das mudanças nas regras para progressão de carreira.

De acordo com o documento, a medida está baseada em estudos realizados pela Seduc-SP e visa modernizar, tornar mais transparente e efetivo o processo de valorização dos professores, coordenadores e diretores.

A informação sobre o Projeto de Lei pegou o setor de surpresa, gerando rumores de que as medidas têm caráter punitivo e não de valorização, como alegou a pasta.

O Centro do Professorado Paulista está acompanhando de perto a proposta e analisando detalhadamente as mudanças sugeridas.

E para ajudar os profissionais do magistério a entenderem melhor o PL 1316/2025, o departamento jurídico da entidade preparou uma listagem que apresenta os pontos negativos da medida. Confira!

Pontos Negativos ou Principais Prejuízos para a classe


1. Remoção de ofício ampliada:
Permite remoções compulsórias “no interesse da administração”, fragilizando estabilidade.

2. Fim da garantia dos 10 dias de recesso:
Direito deixa de ser automático e passa a depender de ato do Secretário.

3. Avaliação de desempenho obrigatória e com efeitos punitivos:
Passa a influenciar evolução, permanência e até remoção de docentes.

4. Regras rígidas para faltas:
Pequenas ausências podem virar falta-dia, aumentando descontos e prejudicando evolução e ALE.

5. Descontos no ALE:
O adicional deixa de ser puramente indenizatório e passa a ser cortado com facilidade.

6. Remoção por desempenho insuficiente:
Institucionaliza a remoção punitiva.

7. Promoção condicionada à avaliação subjetiva:
Dificulta evolução funcional e aumenta discricionariedade administrativa.

8. Dependência de regulamentos futuros:
Fragiliza garantias ao permitir mudanças por decretos e portarias.


CPP segue atento ao PL 1316/2025


Apesar de propor a ampliação do adicional de transporte, a criação das referências M1 e D1 – que aumenta as possibilidades de valorização salarial conforme formação acadêmia, e a atribuição por área de conhecimento, o PL representa grande retrocesso para o magistério.

Isso porque, “retira direitos, aumenta o poder punitivo, dificulta evolução e reduz a segurança funcional”, como explicou o diretor jurídico do CPP, Márcio Calheiros do Nascimento.

“Se aprovado, esse projeto de lei dá uma carta branca para o secretário a cada ano decidir os critérios de avaliação de acordo com a sua vontade. Porque o projeto altera a legislação vigente e diz que esses critérios depois vão ser definidos por decretos ou portaria, ou seja, os professores não sabem como vão ser avaliados”, ponderou Márcio.

Para ler o Projeto de Lei na íntegra, clique aqui.