Wagner Pulzi 

A principal bandeira da categoria deve ser o plano de carreira. Apenas com mais níveis de evolução, tempo reduzido de interstício e reenquadramento da evolução acadêmica – que permita aumento de níveis, ou determinação de um à parte para esse tipo de evolução – haverá mudança efetiva no magistério.

 

A busca por salário melhor é válida, mas é injusto ver profissionais que estudam, produzem e evoluem ganharem a mesma quantia daqueles que nada fazem, dos que acham que tem direito garantido só porque ministram aula religiosamente em suas salas.

 

Desconhecer atualizações e cursos extras, nestas condições, é motivo para tratamento diferente. Muitos reclamam da meritocracia, mas questiono: é justo que os esforçados recebam o mesmo tratamento dos “acomodados”? Deve haver valorização do professor, sim! Mas por que aquele que se esforça e estuda mais não é valorizado?

 

Já temos professores que possuem até mestrado e, mesmo assim, ainda estão ainda no nível 4. Há professores com diversas formações obrigados a esperar de 4 a 5 anos para evoluir míseros 5%.

 

Sinceramente, eu não reclamaria de 5% se houvesse mais níveis de evolução com menos tempo de interstício, ao passo que a prova mérito evolui 10,5%. Talvez, se fosse ao contrário, também seria mais justo, ou seja, a prova evoluir 5% e os cursos 10,5%, uma vez que fazer um mestrado para subir apenas três níveis (se estiver no nível I) recebendo 15% de aumento seja ridículo, ao passo que com duas provas mérito já seja possível 21%. Prova que, diga-se de passagem, a parte dissertativa é completamente subjetiva à correção.

 

Wagner Pulzi é Professor de Educação Básica II – Educação Física. Possui mestrado em Educação Física (Educação, Escola e Sociedade) pela Universidade São Judas Tadeu (2014) e Licenciatura Plena em Educação Física pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas – UniFMU (2003), com Especialização em Educação Física Escolar pela Universidade Gama Filho (2006).

 

Secom/CPP