O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2020 foi ampliado para 30 de junho, divulgou o governo federal  no início da noite de quarta-feira (1º). Até então, a data-limite para o contribuinte acertar as contas com o Leão acabava em 30 de abril. O motivo do adiamento é a pandemia de coronavírus no país.
 

Conforme adiantado pelo jornal Agora São Paulo, a Receita já estudava, em meados de março, adiar prazo de entrega. Na ocasião, o supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, disse que havia estudos para isso. “A gente precisa só aguardar para ver como vai se comportar isso, até porque ainda falta um mês e meio”, afirmou à época.
 

De acordo com o secretário especial da Receita, José Barroso Tostes Neto, até esta quarta, o órgão já havia recebido, 8,8 milhões de declarações. A expectativa do fisco é de que 32 milhões de contribuintes entreguem declaração neste ano. “Decidimos pela prorrogação considerando demandas e relatos de contribuintes que estão confinados em casa, mas os documentos necessários estão no escritório, na empresa ou faltam documentos que ele precisa contatar clínicas, serviços, estabelecimentos”, disse o secretário.
 

Quem deve declarar

Dentre as exigências que obrigam o contribuinte a entregar a declaração do Imposto de Renda neste ano está ter recebido rendimentos tributáveis de mais de R$ 28.559,70 no ano, o que dá R$ 2.379,97 por mês. Salário, aposentadoria e pensão são considerados rendimentos tributáveis. Renda isenta acima de R$ 40 mil também conta. O contribuinte pode deduzir gastos com saúde, educação e dependentes.
 

Receita Federal decide manter o calendário de restituições do IR

A Receita Federal decidiu manter o calendário de pagamento das restituições do Imposto de Renda 2020, mesmo após ter adiado a data final para declarar o IR. Neste ano, a Receita pagará cinco lotes, com início em 29 de maio. O segundo lote sairá em 30 de junho. Em geral, os dois primeiros lotes são pagos para contribuintes prioritários, como idosos e quem tem doenças graves.

 
A principal alteração alteração estabelecida em 2020 é o fim da dedução de até R$ 1.251 para quem contratou empregados domésticos no ano passado. A mudança ocorre devido à não ampliação da legislação que amparava o benefício, que tinha validade até o ano-calendário 2018 e, até o momento, não foi prorrogada.

Para quem tem imposto a pagar, as datas foram alteradas por meio de instrução normativa. Para a cota única ou a primeira parcela, a nova data de quitação à vista será 10 de junho. Antes, era 10 de abril. Para a segunda parcela do Darf (documento de arrecadação), que venceria entre 11 e 30 de abril, a nova data é entre 11 e 30 de junho. Não haverá multa nem juros. Quem já enviou a declaração e tem imposto a pagar poderá imprimir novo Darf, no programa do IR, mas precisará esperar a atualização a ser feita pela Receita.

 

 CPP segue prestação de serviço no mês de maio

A diretoria do CPP, preocupada com a pandemia, também solicitou à Receita Federal para prorrogar o prazo do Imposto de Renda. Sob coordenação de Geraldino Patureba, o serviço prestado pela entidade para preenchimento do formulário de Imposto de Renda Pessoa Física 2020 (ano base 2019) retornará logo que for suspenso o confinamento solicitado pelo governador João Doria (PSDB) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), para não propagar a circulação da covid-19 (novo coronavírus). 
 

Com certeza a equipe do CPP atenderá nos meses de maio e junho os associados e dependentes, gratuitamente, seguindo a recomendação da Receita Federal.