Os servidores da Prefeitura de São Paulo que ganham acima do teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) poderão contribuir para o plano de previdência complementar do município a partir deste ano.

 

O novo valor do teto do INSS em 2020 será divulgado nesta sexta-feira (10). Em 2019, foi de R$ 5.839,45. 

 

As mudanças valem para todos os servidores da administração direta, suas autarquias e fundações, funcionários da Câmara Municipal e Tribunal de Contas do Município (TCM) que ingressaram no serviço público a partir de 28 de dezembro de 2018, data de sanção da reforma previdenciária do funcionalismo municipal.

 

A adesão ao plano complementar (que é opcional) foi feita no momento de contratação do funcionário, mas ainda é possível escolher fazer parte do sistema. O servidor que foi admitido em 2019 e que escolheu participar já terá o desconto na folha de fevereiro, segundo a Prevcom.

 

Para quem ganha um salário acima do teto do INSS, o desconto da contribuição previdenciária é de 14% até esse limite. O que sobra pode entrar na contribuição complementar. A Prefeitura dá uma contrapartida de até 7,5% desse valor.

 

Um servidor que recebe R$ 10 mil, por exemplo, pode contribuir sobre R$ 4.160,55 (considerando o valor do teto de 2019 do INSS).

 

Se ele optar pela contribuição de 7,5%, destinará R$ 312,04 para o plano de previdência e a Prefeitura depositará o mesmo valor. Essa seria a quantia máxima da contrapartida.

 

Quem recebe menos do que o teto do INSS e ingressou no município em 2019 também pode contribuir para o plano complementar.

 

A diferença é que, nesse caso, não haverá nenhuma contrapartida do município.

 

Os servidores que ingressaram antes da reforma de 2018 também poderão aderir à previdência complementar, caso queiram. No entanto, ainda precisam esperar uma nova lei, que regulamentará como serão as regras, diz a Prevcom.

 

Para quem ingressou até 2018, não há um teto para a aposentadoria. 

 

Na época da sanção da reforma, o prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que o benefício médio de um servidor municipal era de R$ 6.500.

 

Segundo a Prefeitura, o objetivo das mudanças nas aposentadorias é atenuar o déficit causado pelo aumento progressivo de inativos em relação aos ativos.

 

Próximos passos

A Prevcom terá prazo de 180 dias para comunicar à Previc o início do funcionamento do plano de previdência complementar da Prefeitura de São Paulo.

 

Segundo a autarquia, reuniões técnicas têm sido realizados em conjunto com a prefeitura, visando o “compartilhamento de arquivos para incorporar os primeiros participantes ao SP Previdência”.

“As equipes das áreas de seguridade e de relacionamento institucional da Fundação já atuam junto aos departamentos de Recursos Humanos da Administração para que a previdência complementar municipal entre em operação no mês de fevereiro de 2020”, diz a Prevcom.

 

Previdência complementar da Prefeitura de SP | Entenda​

  • Podem aderir à previdência complementar os servidores municipais que ingressaram no funcionalismo após 28 de dezembro de 2018

  • Primeiro desconto será na folha de pagamento de fevereiro para aqueles que optaram pela adesão no momento da contratação

 

Alíquotas de contribuição

– Quem ganha acima do teto do INSS (R$ 5.839,45, em 2019)

Exemplo: servidor ingressou em 2019 e tem remuneração de R$ 10 mil

 

1) Contribuição previdenciária obrigatória

14% até o teto do INSS (R$ 5.839,45) = R$ 817,52

 

2) Contribuição previdenciária complementar (SP Previdência)

Porcentagem incidirá sobre o valor que excede o teto = R$ 4.160,55

O servidor pode contribuir com a alíquota que escolher. No entanto, a contrapartida da Prefeitura será de até 7,5% 

Exemplos:
 

Optou contribuir com 5% (R$ 208,02) Optou contribuir com 7,5% (R$ 312,04) Optou contribuir com 10% (R$ 416,05) 
Prefeitura entra com 5% (R$ 208,02) Prefeitura entra com 7,5% (R$ 312,04)  Prefeitura só entra com 7,5% (R$ 312,04) 
Total para previdência complementar: R$ 416,04 Total para previdência complementar: R$ 624,08 Total para previdência complementar: R$ 728,09

 

Fonte: Agora São Paulo