A britânica Andria Zafirakou foi eleita neste domingo (18), em Dubai (Emirados Árabes Unidos), a melhor professora do mundo no Global Education & Skills Forum, evento organizado pela Varkey Foundation, e vai receber US$ 1 milhão. A cerimônia apresentada pelo comediante sul-africano Trevor Noah no hotel Atlantis teve ainda a participação do piloto britânico de Fórmula 1 Lewis Hamilton, do presidente da Argentina Mauricio Macri e também da primeira-ministra britânica Theresa May. Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil emplacou um finalista. Diego Mahfouz Faria Lima, diretor do colégio Darcy Ribeiro, de São José do Rio Preto (SP), foi reconhecido por seu projeto de educação democrática.
 

Andria ensina na Alperton Community School, escola de ensino médio no distrito de Brent, em Londres (Inglaterra), que é um dos lugares mais etnicamente diversos do país. Cerca de 35 línguas são faladas na escola e os alunos vêm de famílias pobres e expostas à violência de gangues. “[Brent] É uma comunidade em que muitos estudantes passam por dificuldades financeiras. Eles têm vida muito difícil. Moram em lares repletos de pessoas. Não conseguem se alimentar direito porque suas lancheiras chegam vazias”, explica Andria. “Esses desafios fazem com que eles parecem ter saído das páginas de novelas de Dickens ao invés do Reino Unido do século 21. Ainda assim é emocionante ver que, por mais que enfrentem problemas, nossa escola pertence a eles. Posso dizer que se nossa escola abrisse às 6 horas da manhã haveria crianças querendo entrar às 5 horas. Isso mostra como são incríveis”. 
 

O sonho do brasileiro Diego Mahfouz Faria Lima de ser eleito o ‘melhor educador do mundo’ foi adiado. A premiação, que aconteceu durante o Global Education & Skills Forum, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes, consagrou a professora de artes britânica Andrea Zafirakou, que leva para Brent, uma das áreas mais pobres do Reino Unido, o prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,2 milhões).
 

Zafirakou superou outros nove educadores que estavam na lista de Top 10, dentre eles, o professor brasileiro de São José do Rio Preto, SP. A seleção do Global Teacher Prize teve 30 mil inscritos de 173 países.
 

Mas se o prêmio não veio, estar na lista final, divulgada no último dia 17 de fevereiro, já foi uma enorme supresa para Diego Mahfouz. “Inacreditável. Quando fiquei entre os top 50 já achei inacreditável, fiquei muito contente”, disse, logo após a indicação de que estaria na final.
 

Em Dubai, Faria Lima se apresentou para jornalistas, falou da situação da educação no Brasil ao lado de nomes como Felipe Sigollo, secretário executivo adjunto do MEC, Ricardo Paes de Barros, do Instituto Ayrton Senna e Denis Mizne, da Fundação Lemann.
 

“Brent tem a maior diversidade étnica do Reino Unido, com mais de 149 línguas. E melhor que podemos fazer é ensinar, é celebrar diversidade. Para todos os estudantes do mundo, eu digo, não importa o quão difícil seja sua vida, saiba que você pode fazer tudo”, diz Zafirakou que recebeu o troféu, trazido ao palco pelo tetracampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, das mãos do xeque Hamdan bin Mohammed Al Maktoum, príncipe de Dubai.
 

 

O Global Teacher Prize é organizado pela Varkey Foundation – uma organização sem fins lucrativos criada para promover a educação. “Eu espero que a história do Diego possa inspirar aqueles que buscam carreira no magistério, assim como acender um holofote sobre o incrível trabalho realizado por professores no Brasil e no mundo”, declarou Vikas Pota, CEO da Varkey.
 

Mesmo sem levar o troféu para São José do Rio Preto, Diego tem motivos para comemorar. “Ter dado voz aos alunos e fazer a comunidade participar da escola fez com que o tráfico e a violência fossem afastados da escola e as crianças pudessem voltar a sonhar”.

 

Fonte: G1