Com corte de repasses do governo e falta de negociação sobre o reajuste salarial, professores e funcionários de 39 universidades federais decidiram ontem, 28, pela greve. Em 18 delas, docentes e servidores aderiram à paralisação. Nas 21, só funcionários técnico-administrativos vão parar. Eles pedem reposição salarial de 27% e revisão do contingenciamento de recursos.
Com R$ 7,5 milhões em dívidas, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) terá, a partir da segunda-feira, greve de funcionários. O Hospital São Paulo será afetado. Em nota, a universidade disse entender a importância da pauta dos servidores. A partir de hoje, o restaurante da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) atenderá apenas alunos bolsistas.
Professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) continuarão trabalhando. Alunos da UniRio, porém, entraram em greve. Na Universidade Federal Fluminense (UFF) docentes, estudantes e funcionários aderiram à paralisação. Docentes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) também entrarão em greve.
O Ministério da Educação disse que mantém diálogo com todos os setores das universidades e que as atende “tanto quanto pode, segundo realidades conjunturais, recursos disponíveis, agendas e acordos consagrados”. Criticou ainda a decisão pela greve sem diálogo.
Secom/CPP – com informações do “Estadão”.
