Atualizado em 26 setembro, 2025 às 15:25

Foto: Thiago Tasso

Tenho observado as frequentes dúvidas e questionamentos de nossos professores em relação ao reajuste salarial de 5% prometido pelo governo do estado de São Paulo aos servidores públicos estaduais, incluindo aí os profissionais do magistério.

Acontece que, infelizmente, a maioria de nós não receberá, na prática, esse aumento.

Isso porque já faz anos que o Governo de SP, para cumprir a lei do piso salarial docente, se vale do famoso abono complementar, ou, como vem no holerite, do “piso salarial docente” lei 11.738/2008.

Diante dessa dinâmica, quando existe um reajuste no salário-base do professor, automaticamente há uma diminuição no valor relativo ao piso salarial.

Dessa forma, a categoria de fato não recebe o reajuste, pois existe essa variação de valor no piso salarial docente toda vez que há um aumento no salário-base do profissional do magistério.

Então, caro professor, o que acontece na prática é apenas isso: o salário sofre um reajuste de 5%, sobe um bocadinho, o abono necessário para chegar ao valor do piso diminui, mas, no final das contas, o que cai na conta do professor em nada muda. Continua a mesma coisa!

Esse reajuste, portanto, só beneficia a parcela de professores que já recebem o piso salarial sem a necessidade de abono, ou seja, uma minoria.

Essa situação não é inédita, pois o mesmo aconteceu em relação ao reajuste concedido pelo Estado de SP em 2023.

E o CPP, claro, não está inerte a essa situação. Nosso departamento jurídico ingressa com ações individuais para que essa variação não ocorra.

Estamos sempre trabalhando para que os direitos dos professores sejam respeitados e suas vozes ouvidas.

*Silvio dos Santos Martins é presidente do CPP