A rede estadual de ensino de São Paulo teve neste ano saída recorde de professores. O corpo docente das escolas públicas reduziu 11% em relação a 2014, tanto entre concursados (-6%) como entre não efetivos (-16%). Os dados são da Secretaria Estadual de Educação (SEE), divulgados hoje (17) no jornal Folha de S. Paulo. 

 

A redução no número de professores é a maior pelo menos desde 1999, primeiro ano com dados disponíveis. Em termos absolutos, significa que há hoje 26,6 mil professores a menos do que em 2014. De efetivos, são 8.300 a menos. A rede possui 224 mil docentes, que atendem 3,8 milhões de estudantes (a maior rede de ensino do País).

 

Desde 2010, a quantidade de docentes só crescia. A saída atual de professores não tem relação com a reorganização das escolas anunciada pelo governo, uma vez que a medida valerá apenas em 2016. Apesar disso, críticos afirmam que o fechamento de escolas tende a acelerar a saída de professores. O governo nega. 

 

Um dos motivos apontados por educadores é a desmotivação do magistério, que enfrenta dificuldades de conquistar avanços profissionais junto ao governo. Neste ano, por exemplo, os professores da rede estadual não tiveram reajuste salarial. O governador Geraldo Alckmin descumpriu a data-base (1º de julho – data criada pelo governo), apesar de ter se comprometido a conceder o reajuste no período. 

 

A SEE argumenta, entretanto, que parte da redução se deve ao aumento de aposentadorias. E que já houve nomeação de 5.200 concursados para começarem em 2016 nos anos iniciais do ensino fundamental.

 

Secom/CPP