Foto: CPP Bauru

Membros da diretoria participaram do ato ‘Iamspe pede Socorro”

Na última quinta-feira (25), o ato público “Iamspe pede Socorro” reuniu diversos servidores estaduais em frente ao Ceama Regional Bauru, na rua Azarias Leite, 2-70. A manifestação ocorreu às 10h, com reivindicações por maior atenção e investimento por parte do governo do estado para a autarquia, que presta atendimento médico a funcionários públicos desde 1966.

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) atende, atualmente, cerca de 1,3 milhão de funcionários públicos do Estado de São Paulo e seus dependentes. Apesar da alta cobertura, professores e profissionais da Educação e de diversas categorias reclamam da baixa qualidade do serviço que se encontra precarizado pela falta de financiamento há anos.

“O Iamspe é bancado pelo servidor público, mas o governo do estado não faz os repasses corretos. Sai da gente 3% do salário e é um dinheiro que a gente não escolhe contribuir. Existem cidades que possuem usuários Iamspe, mas não têm o atendimento. Se o governo repassasse o mesmo valor que o funcionário paga, teríamos um orçamento muito maior e conseguiríamos contratar mais médicos, policlínicas e hospitais”, diz Idenilde de Almedia Conceição, presidente da Comissão Consultiva Mista do Iamspe, em declaração ao Jornal da Cidade. Ela também questionou a falta de participação dos usuários nas escolhas de cargos para o instituto, que são feitas diretamente pelo governo. Outra pauta abordada no ato foram as terceirizações e a ameaça de privatização que a autarquia vem sofrendo nos últimos anos.

Para Neuza Aracy Costa Sampaio, que ocupa o cargo na atual gestão como segunda secretária do Conselho Superior e diretora da Sede do Centro do Professorado Paulista local, a falta de condições de atendimento aos usuários do Iamspe reflete em todo o funcionalismo, principalmente no interior, onde a rede credenciada acaba se descredenciando, ao alegar falta de pagamento. “Não entendemos o motivo de não pagar, até porque quem contribui como o Iamspe é o funcionalismo, que hoje banca a maior parte quando enfatiza a não contrapartida do governo com a mesma porcentagem. A categoria não vai esmorecer e vamos continuar lutando pela melhoria do atendimento no Iamspe”, afirma Neuzinha, como é conhecida pela categoria na cidade de Bauru.