
Presença dos alunos é obrigatória nas unidades; uso de máscara e disponibilização de álcool em gel continuam vigentes
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) publicou no Diário Oficial do Estado, no último sábado (29), a Resolução 09/2022, que estabelece as normas para a volta às aulas na rede estadual, que acontece na próxima quarta-feira, 2 de fevereiro. A principal mudança prevê que os responsáveis legais pelos estudantes apresentem o comprovante de vacinação completa contra Covid-19 do aluno.
“Neste momento de volta às aulas, nós estamos pedindo para que os pais atualizem a carteira de vacinação com a vacinação da Covid-19. Costumeiramente, a Seduc-SP já exige na matrícula, como um dos documentos, a carteira de vacinação. Agora, a família deverá apresentar logo após a vacinação das crianças, e tem até 60 dias para isso, para justamente termos conhecimento se a criança foi vacinada ou não. Mas é importante dizer, a criança não será barrada, nem proibida a entrada da criança, mesmo se ela não estiver vacinada. A criança nessa faixa etária não decide se será ou não vacinada, cabe aos responsáveis responder sobre isso. A regra vale para a rede estadual, cada rede municipal ou a própria rede privada estabelecerá as suas regras”, ressalta o secretário da Educação de São Paulo, Rossieli Soares.
O artigo 16 ainda determina que a apresentação ocorra durante o 2º bimestre. A data considera o tempo máximo para um estudante de 5 anos imunizado com a vacina da Pfizer tomar as duas doses. Alunos que não tomaram a vacina por contraindicação médica deverão apresentar atestado.
A resolução determina que a falta de apresentação do comprovante não impossibilitará que o estudante frequente a escola ou realize matrícula ou rematrícula. Porém, a situação deverá ser regularizada em um prazo máximo de 60 dias, pelo responsável, sob a pena de comunicação imediata ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público e às autoridades sanitárias, para providências.
As aulas presenciais seguirão todos os protocolos de segurança, como uso de álcool em gel e máscaras, aferição de temperatura e higienização constante dos ambientes e mãos, identificação e afastamento dos casos e monitoramento de seus contactantes, conforme orientação da Comissão Médica da Educação, ratificada pelo Comitê Científico.
O retorno presencial das aulas da rede estadual de São Paulo é obrigatório desde novembro de 2021, embasado na recuperação pedagógica dos estudantes e com o aval das autoridades sanitárias.
POSIÇÃO CPP
O Centro do Professorado Paulista entende que a vacinação de todos, inclusive as crianças, e a adoção de protocolos sanitários (uso de máscaras, higiene das mãos e distanciamento social) são medidas fundamentais para o enfrentamento da pandemia, diante da propagação da variante Ômicron. Com responsabilidade e bom sendo, a entidade de classe reafirma seu inarredável compromisso com a saúde pública e com a ciência. A conclusão do esquema vacinal é o caminho seguro para que alcancemos – todos juntos – a superação da pandemia da Covid-19.
