Renilda Peres, secretária-executiva da pasta, irá suceder Rossieli

Rossieli Soares deixou na sexta-feira (1º) o comando da Secretaria da Educação paulista para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro deste ano.

Ele deixa o cargo um dia depois de João Doria (PSDB) renunciar ao cargo de governador para concorrer à Presidência da República. Há cerca de dez dias, Doria sugeriu em um evento que, se vencer o pleito, Rossieli poderá ser seu ministro da Educação.

Rossieli estava à frente da Secretaria da Educação desde janeiro de 2019. Quando foi escolhido para comandar a maior rede de ensino do país, foi anunciado pelo então governador João Doria como um secretário com “status ministerial”.

Agora, candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados, Rossieli deverá explorar como principal bandeira as ações que fez para o retorno das aulas presenciais durante a pandemia. São Paulo foi um dos primeiros estados a autorizar a volta depois de forte pressão de pais e de donos de colégios da rede particular.

A cartada política de Rossieli será o plano de nova carreira para para professores do ensino médio e fundamental, diretores de escola e supervisores educacionais da rede estadual pública. O projeto fora sancionado por Doria nesta quinta-feira (31), como um dos últimos atos do tucano antes de deixar o governo e se dedicar à sua candidatura ao Palácio do Planalto.

Rossieli insiste que, com o plano, a carreira de docente se torna mais atraente com a possibilidade de elevar o piso salarial da categoria no estado em 73%. Desde 2020, o piso salarial de professores da rede estadual paulista é de R$ 2.886,24, valor mínimo estabelecido pelo governo federal para o pagamento de docentes.

Formada em Licenciatura Plena em Pedagogia e Supervisão Escolar, Renilda tem pós-graduação em Administração Escolar e Gestão Educacional pela Universidade Federal de Mato grosso.

Fonte: Folha de São Paulo