
A saída de Ernesto Araújo do Itamaraty também deu combustível para a ala ideológica em busca de espaço no governo. Araújo é também do grupo de olavistas. A educação básica foi alcançada como prioridade por Bolsonaro. Na prática, a etapa sofre com reduções orçamentárias e troca de equipes.
Izabel Pessoa foi a 5ª a ocupar o cargo nesse governo. Isso dá uma média de menos de seis meses de duração no cargo sob este governo para cada secretário. A chegada de Pessoa na secretaria fora bem recebida pelo setor educacional. Tanto porque se tratava de uma servidora de carreira quanto por substituir Illona Becskeházy, titular anterior da subpasta e que não consolidou uma boa relação com as secretarias de Educação. A atuação de Pessoa na secretaria, entretanto, não era vista fora do MEC com o mesmo entusiasmo de quando ela chegou. Interlocutores dizem que seu perfil discreto e de pouco enfrentamento dificultavam a definição dos rumos da política nacional.
Com ela no cargo, o ministério não assumiu papel relevante no enfrentamento do reflexos da pandemia na educação. Por outro lado, foi sob sua liderança que o MEC desenhou um projeto para os anos finais do ensino fundamental, conforme revelado pela Folha de São Paulo. O programa, elogiado por especialistas, estava previsto para ser lançado ainda neste mês, mas ainda não há data definida.
Um dos cotados para o cargo é o secretário-adjunto da secretaria, Mauro Luiz Rabelo. Ele é o único remanescente do governo Michel Temer (MDB) a circular no alto escalão da pasta.
Secretário de Educação Básica do governo Bolsonaro
Gestão Ricardo Vélez Rodriguez
Tania Leme de Almeida – janeiro a março de 2019
Alexandro Ferreira de Souza – março a abril de 2019
Gestão Abraham Weintraub
Jânio Macedo – abril de 2019 a abril de 2020
Ilona Becskeházy – abril de 2019 a agosto de 2020
Gestão Milton Ribeiro
Izabel Lima Pessoa – agosto de 2020 a março de 2021
Fonte: Folha de São Paulo
